Bolsonaro confirma assinatura de decreto que libera pagamento de auxílio de R$ 600

Matheus Schuch*
Bolsonaro afirmou que vai publicar a medida no Diário Oficial de quinta-feira

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta noite a assinatura do decreto que libera o pagamento de R$ 600,00 mensais a trabalhadores informais. Mas a publicação do texto, segundo ele, depende de uma Medida Provisória (MP) que irá viabilizar o crédito. Esta segunda medida poderá ser assinada ainda nesta quarta-feira.

- Assinei [o decreto], mas está faltando, para publicar, uma outra medida provisória com crédito. Se não, fica um cheque sem fundo na praça. Está certo? Daí, sim, deve terminar e aí talvez traz em casa e eu assino, publico. No caso, agora não adianta publicar em Diário [Oficial da União] extra. Eu publico no Diário ordinário de amanhã -  afirmou a jornalistas, na chegada ao Palácio da Alvorada.

Em rápida conversa com a imprensa, o presidente admitiu ter recebido cientistas no Planalto hoje para falar sobre a cloroquina, medicamento que tem defendido como uma promessa para tratamento da covid-19. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não quis participar do encontro e tem defendido cautela sobre o medicamento.

- Hoje recebi dois grupos de cientistas, pesquisadores desta área. Trocamos informações, eles estão bastante esperançosos que a cloroquina realmente seja uma realidade. Falei da cloroquina com o Trump também -  afirmou, se referindo à ligação telefônica desta manhã com o líder norte-americano.

Em tom mais moderado no contato com apoiadores, o presidente evitou comentar críticas ao Supremo Tribunal Federal e à imprensa. A jornalistas, o presidente disse que sua equipe está procurando governadores e que ele está disposto a conversar.

- Olha, começou hoje o contato com os governadores. O próprio Mandetta falou no final que se o Doria quiser... Recebo o Doria sem problema.

Se dirigindo novamente a apoiadores, o presidente destacou medidas anunciadas pelo governo hoje para o combate ao desemprego e reiterou que as perdas de postos de trabalho poderão significar uma crise ainda pior.

*Do Valor Econômico

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