Bolsonaro confirma que Onyx Lorenzoni irá pra Secretaria-Geral

Daniel Gullino e Jussara Soares
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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta segunda-feira que Onyx Lorenzoni será deslocado do Ministério da Cidadania para a Secretaria-Geral da Presidência. Bolsonaro negou que esteja negociando ministérios com o grupo de partidos conhecido como Centrão, apesar da Cidadania ter sido prometida para o Republicanos.

Durante entrevista à TV Band, Bolsonaro disse inicialmente que a "previsão" é que Onyx vá para Secretaria-Geral, um dos ministérios que ficam no Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, negou negociações com o Centrão:

— Hoje o meu relacionamento com esses parlamentares do centro está harmônico, sem problema nenhum. Não dei nenhum ministério para eles. Estão dizendo agora que eu vou dar um banco para o Centrão. Não existe isso. Eu tenho um ministério vago, aqui da Secretaria-Geral, que a previsão é trazer o Onyx Lorenzoni para cá e botar uma outra pessoa no Ministério da Cidadania. Isso que está previsto no momento — disse Bolsonaro

Depois, o presidente confirmou a troca:

— Vai para a Secretaria-Geral.

A Secretaria-Geral está sendo comandada interinamente depois por Pedro Cesar Nunes, subchefe de Assuntos Jurídicos, desde que Jorge Oliveira deixou o governo no final de 2020 para tomar posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União, antes da confirmação de Onyx na Secretaria-Gera, foi publicada a nomeação de José Vicente Santini para o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República. Conforme antecipou O GLOBO, ele está de volta ao Palácio do Planalto, para ser o número dois da pasta, um ano após ser demitido por usar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

A possibilidade de reacomodar Onyx no quarto andar do Palácio do Planalto passou a ser cogitada após o ministro, filiado ao DEM, ter papel fundamental na articulação para que Arthur Lira (PP-AL), candidato de Bolsonaro à presidência da Câmara, ganhasse apoio dentro da legenda. O racha no DEM foi considerado fundamental para a vitória de Lira contra Baleia Rossi (MDB-SP).