Bolsonaro confirma troca na Superintendência da PF no Rio, mas nega interferência

Marco Grillo
O que está mantendo o Brasil longe dos saques são os R$ 600", diz Bolsonaro

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira que o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Carlos Henrique Oliveira, deixará o cargo e será promovido para a diretoria executiva do órgão. Bolsonaro negou, no entanto, que tenha interferido na PF. O presidente reagiu com irritação e mandou jornalistas “calarem a boca” quando foi perguntado se pediu ao novo diretor-geral da corporação Rolando Alexandre de Souza a troca do superintendente do Rio. O ex-ministro Sergio Moro afirmou, ao deixar o governo, que Bolsonaro tinha interesse em trocar comando da PF e as chefias de Rio e Pernambuco. A suposta ingerência está sendo investigada em inquérito aberto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

- Não interferi em nada. Se ele for desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá (para a diretoria da PF) - disse o presidente.

Bolsonaro, pelo segundo dia seguido, disse que não responderia aos questionamentos dos repórteres presentes no Palácio da Alvorada. Na segunda-feira, em rápida declaração, chamou de “fofoca” a acusação de Moro. Nesta manhã, depois de conversar com apoiadores, reclamou da cobertura do jornal “Folha de S. Paulo”, que afirmou que a troca na superintendência da PF no Rio será feita para atender a um pedido de Bolsonaro – a mudança também foi noticiada pelo GLOBO. Quando foi perguntado se havia feito a solicitação para a troca, disse três vezes aos jornalistas para “calarem a boca”.