Bolsonaro critica decisão de ministra do STF que suspendeu orçamento paralelo: "há excesso de interferência do Judiciário"

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

O presidente Jair Bolsonaro reagiu à decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Fedeal (STF), de suspender o pagamento das emendas do orçamento secreto, e afirmou que há uma excessiva interferência do Judiciário no Executivo. Na última sexta, a relatora no tribunal suspendeu a execução dessas emendas de relator, as chamadas RP-9, decisão concedida numa ação de três partidos da oposição.

O presidente criticou a ministra e disse que Weber sempre toma decisões contrárias ao governo.

— É uma (decisão) atrás da outra. A mesma Rosa Weber. Decidi zerar o imposto de importação de armas, ela achou injusto e vetou. Há um excesso de interferência do Judiciário no Executivo. Até quando quis indicar um alguém para diretoria-geral da PF houve interferência. O Supremo age demais nessas questões. A gente lamenta isso dai, não é no meu entender o papel do Supremo. Os poderes têm que ser respeitados, mas as decisões de alguns atrapalham o andamento da Nação. Quer ser presidente da República, se candidate — disse Bolsonaro.

O presidente disse que não foi justo o argumento da ministra de que "nós estamos barganhando". Na sua decisão, Rosa Weber afirmou causar perplexidade que parcela significativa do Orçamento esteja sendo ofertada a grupo de parlamentares "mediante distribuição arbitrária entabulada entre coalizações políticas, para que tais congressistas utilizem recursos públicos conforme seus interesses pessoais".

— Os argumentos usados pela relatora no Supremo não são justos. Dizer que nós estamos barganhando. Como é que eu posso barganhar se quem é o dono da caneta é o relator, é o parlamentar? E não é secreto porque está em Diário Oficial da União.

Bolsonaro falou também sobre a decisão de Sergio Moro em se filiar ao Podemos, o que ocorrerá nessa quarta, e afirmou que seu ex-ministro "sempre teve propósito político". Segundo o presidente, Moro desejou uma cadeira no STF.

- Ele (Moro) sempre teve um propósito político, nada contra, mas fazia aquilo de forma camuflada. E ele tinha intenção sim de ir ao Supremo. Num primeiro momento, eu achei justa a intenção dele. Depois, eu passei a conhecê-lo um pouquinho melhor - afirmou Bolsonaro.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos