Bolsonaro critica decisão de Fachin sobre armas: 'inventaram' a violência política

Jair Bolsonaro (PL) comentou decisão do ministro Edson Fachin sobre compra e porte de armas. (Foto: Silvio AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
Jair Bolsonaro (PL) comentou decisão do ministro Edson Fachin sobre compra e porte de armas. (Foto: Silvio AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
  • Ministro Edson Fachin (STF) suspendeu trechos de um decreto do governo

  • Bolsonaro diz que violência política foi inventada para dar 'canetada'

  • Presidente critica 'campanha desarmamentista'

O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou, nesta terça-feira (6), a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu nesta segunda-feira (5) liminares para suspender trechos de decretos do governo que flexibilizam a compra e o porte de armas de fogo. Para o candidato à reeleição, não há o risco violência política apontado pelo ministro.

“A questão das armas. ‘Violência política?’ O que é isso? Inventaram para dar canetada e não ter mais armas no Brasil. Todas as ditaduras foram precedidas por campanha desarmamentista”, disse.

Segundo ele, se reeleito, resolve a questão "em uma semana".

“Zero. Não concordo em nada com senhor Fachin. E peço que quem está assistindo acredite em mim. Acabando as eleições, a gente resolve a questão dos decretos em uma semana. Todo mundo tem que jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Encerrou por aqui o assunto dos decretos. Acabando as eleições, eu sendo reeleito, a gente resolve esse problema e outros problemas”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan.

Antes, logo após a decisão de Fachin, Bolsonaro foi às redes para criticar “ações autoritárias” de “verdadeiros tiranos”, sem citar o ministro nominalmente, como fez durante a entrevista.

Fachin argumentou sobre o risco de aumento da violência política por conta dos decretos. “Conquanto seja recomendável aguardar as contribuições, sempre cuidadosas, decorrentes pedidos de vista, passado mais de um ano e à luz dos recentes e lamentáveis episódios de violência política, cumpre conceder a cautelar a fim de resguardar o próprio objeto de deliberação desta Corte”, afirmou. O registro foi feito pelo portal g1.

“Noutras palavras, o risco de violência política torna de extrema e excepcional urgência a necessidade de se conceder o provimento cautelar”, acrescentou.