Bolsonaro critica "esmola" de R$ 83 milhões oferecida por Macron: "Brasil vale muito mais"

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Foto: EVARISTO SA/AFP/Getty Images
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Resumo da Notícia

  • Bolsonaro volta a reclamar do presidente da França, Emmanuel Macron, e diz que, se depender dele, não haverá mais remarcações de territórios indígenas

  • Presidente provoca Luciano Huck e João Doria por compras de jatos que foram financiados pelo BNDES

* Por Marcos Tordesilhas

Jair Bolsonaro voltou a abordar a crise das queimadas da Amazônia em sua live semanal nesta quinta-feira (29) e disse que não demarcará novas terras indígenas e quilombolas. Segundo ele, essas áreas atrasam o desenvolvimento da região.

Bolsonaro, que defende que a área da Amazônia seja usada também para agropecuária, mineração e até mesmo garimpo, se defendeu novamente das acusações de estimular queimadas e o desmatamento da floresta. O presidente, no entanto, reiterou seu apoio para que essas atividades econômicas sejam praticadas.

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O presidente abordou o assunto ao fazer críticas ao mandatário francês, Emmanuel Macron, com quem está em conflito desde a semana passada.

"O incêndio desse ano está abaixo da média dos últimos anos. Lógico que a gente queria que não tivesse incêndio, mas é uma realidade. Mas a imprensa brasileira alimentou esse fogo e isso foi para fora. O G7 fez uma reunião em Paris e o Macron aproveitou e fez um escarcéu. Me acusou de ser mentiroso e colocou em jogo a nossa soberania na Amazônia", disse Bolsonaro. Segundo ele, para o Brasil, "foi uma imagem que não ficou bem e que não é fácil de limpar".

Bolsonaro, que estava ao lado do general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, falou sobre a reunião que teve com governadores da região amazônica, na terça-feira, e disse que apenas um deles "falou em dinheiro". "Aquela esmola oferecida por Macron... o Brasil vale muito mais que R$ 20 milhões", criticou o presidente, dizendo que outros países "estão comprando o Brasil a prestação" e falando que boa parte do dinheiro doado pelas potências é usada "para ongueiro botar no bolso".

Na sequência, ele disse que os governadores "não sabiam quantas áreas indígenas estavam prontas para ser demarcadas". "É pouco mais de 200 novas áreas indígenas, 900 quilombolas. Quantas áreas de proteção ambiental, parques nacionais, estações ecológicas, prontas para serem demarcadas ou aumentadas?", questionou Bolsonaro.

Segundo ele, essas áreas ocupam hoje 14% do território nacional. "Se eu demarcar todas essas áreas que estão aí, passa para 20%. A agricultura e a pecuária vão ficar inviabilizadas. Ninguém quer que seu estado seja demarcado. Eu não vou usar minha caneta, a não ser que seja obrigado, para demarcar mais áreas", declarou o presidente.

Comentando a fala do presidente, o general Augusto Heleno acresentou que as demarcações anteriores merecem ser revistas. "São demarcações que foram forjadas, muito aumentadas em sua extensão, por gente interessada em lucrar com isso", disse o ministro.

Bolsonaro prometeu ouvir os índios "para que essas áreas podem ser usadas por eles, não só no tocante a pecuária e agricultura, mas também no garimpo. Por que não legalizar o garimpo? Se o índio quer, vamos atender o interesse do índio", concluiu.

Fake news e provocações

Logo no início da live, Bolsonaro lamentou a recente decisão do Congresso que derrubou seu veto a penas mais duras para quem divulgar fake news nas eleições. Dessa maneira, quem praticar o crime está sujeito a pena de prisão de dois a oito anos, além de multa, como estava previsto no projeto original – a regra vale a partir das eleições municipais de 2020.

"A Câmara e o Senado derrubaram o veto. Por ocasião das eleições no ano que vem, se você pegar uma matéria que por ventura não seja verdadeira e passar para um amigo teu – o que acontece -, você pega de dois a oito anos de cadeia", lembrou Bolsonaro.

O presidente, cuja campanha presidencial em 2018 foi acusada de transmitir fake news para atacar o seu rival, o petista Fernando Haddad, afirmou que uma pena mínima por homicídio é de seis anos de cadeia, e a pena máxima pela transmissão de fake news é de oito anos. "Um clique e você pega uma pena maior que um 'teco' [tiro]", reclamou.

Na parte final da transmissão, o presidente reclamou de jornalistas da Globo que fizeram palestras para o Senac-RJ, reativando uma acusação que fez contra o colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, e disse que "o dinheiro que vai para o ralo no Brasil é inacreditável". Na sequência, criticou governos do PT e aproveitou para atacar Luciano Huck e seu potencial adversário nas eleições presidenciais de 2022, João Doria (PSDB).

"Olha a caixa-preta do BNDES aparecendo. Já apareceu aquela galerinha da compra de aviões com 3,5% [de juros] ao ano", provocou Bolsonaro. "Que isso, hein, Luciano Huck? Que teta, hein? João Doria... comprou também, Doria? Explica isso aí. Só peixe. Amigão do Lula, da Dilma..."

"Eu vejo o Doria falando 'a minha bandeira jamais será vermelha'. É brincadeira. Quando ele tava mamando lá, a bandeira era vermelha com a 'foiçassa' e o martelo ali, sem problema nenhum", disse Bolsonaro, finalizando a transmissão.

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