Bolsonaro critica estados por pagamento emergencial que o governo federal também pretende fazer

Daniel Gullino
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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira o fato de governadores pagarem auxílio-emergencial, apesar do governo federal também fazer o mesmo. Segundo Bolsonaro, "quanto mais gente vivendo de favor do Estado, mais dominado fica esse povo".

O comentário do presidente foi feito enquanto ele criticava medidas de restrição de circulação, adotadas por governadores e prefeitos para diminuir o contágio do novo coronavírus. Bolsonaro disse que o resultado dessas medidas é que as pessoas passam a ser sustentadas pelo Estado.

— Pessoal vai devagar, devagar, tirando seus meios, tirando sua esperança. Tirando seu ganha pão. Você passa a ser obrigado a ser sustentado pelo Estado. Você viu que tem governador agora que está falando agora em auxílio emergencial. Querem fazer o Bolsa Família próprio. Quanto mais gente vivendo de favor do Estado, mais dominado fica esse povo — disse o presidente, em conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada.

O governo federal deve recomeçar a pagar em abril o auxílio emergencial. Essa nova fase do programa deverá abranger 46 milhões de famílias

De acordo com a última versão da medida provisória (MP) que irá liberar o auxílio, obenefício será pago a apenas um membro da família, no valor de R$ 250, pagos em quatro meses. Mulheres com filhos terão direito a uma cota mais alta, de R$ 375 e pessoas que moram só, de R$ 150.

Integrantes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, já trabalham com a possibilidade de o auxílio em 2021 durar mais de quatro meses previstos inicialmente, a depender do avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil.