Bolsonaro critica o 'fica em casa' após maior inflação desde o governo Dilma

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    38.º presidente do Brasil
Brazil's President Jair Bolsonaro looks on next to the Heralds of the Gospel choir, during a Christmas ceremony at Planalto Palace in Brasilia, Brazil December 9, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro durante cerimônia com coral gospel

Após o IBGE divulgar que a inflação do Brasil fechou 2021 a 10,06%, a maior desde 2015, sob a gestão de Dilma Rousseff, o presidente Jair Bolsonaro voltou a culpar medidas restritivas de governadores pelo mau momento da economia.

"Agora, temos problemas. Inflação. Está o mundo todo com esse problema. Você lembra do fique em casa, a economia a gente vê depois? Estamos vendo a economia. O cara ficou em casa, apoiou e agora quer me culpar da inflação", afirmou o presidente.

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A meta da inflação para o ano passado era de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos. Ou seja, estaria dentro do 'proposto' pelo Banco Central um número entre 2,25% a 5,25%. Tivemos quase o dobro do teto da meta.

Apesar de criticar as medidas de isolamento dos governadores e prefeitos - que fizeram isso nos momentos críticos da pandemia para tentar frear a circulação do novo coronavírus -, Bolsonaro falou que o Brasil vem se recuperando melhor do que outros países.

"Agora, o país é um dos países que menos está sofrendo na economia. Apesar de ser duro pro povo, sei disso, perdendo poder aquisitivo", afirmou.

Campos Neto diz que foi "fenômeno global"

Em carta aberta divulgada nesta terça-feira (11), o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, atribuiu o estouro da meta de inflação em 2021, que acumulou alta de 10,06%, aos sucessivos choques de custos e enfatizou que trata-se de movimento observado também em outros países.

"De fato, a aceleração significativa da inflação em 2021 para níveis superiores às metas foi um fenômeno global, atingindo a maioria dos países avançados e emergentes", disse o texto, endereçado ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

Inflação entre as piores do G20

Segundo estudo da Nexgen Capital, dos países do G20 (as maiores economias do planeta), a inflação do Brasil só ficou atrás da registrada na Turquia, 36%, o maior valor em 20 anos. Mas vale lembrar que os dois países já divulgaram seus índices do ano passado. No entanto, a liderança desse incômodo ranking ficará com a Argentina, pois a inflação até novembro em nosso vizinho já estava em 51,2%.

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