Bolsonaro critica 'oficialização' da linguagem neutra na Argentina, que não aconteceu

Em uma publicação nas redes sociais, nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro criticou a suposta oficialização do uso da linguagem neutra na Argentina. Nos últimos meses, alguns órgãos do país emitiram recomendações para o uso de termos e palavras não sexistas em documentos oficiais, mas não se tratou de decisão obrigatória e que valha para todos.

"Lamento a oficialização do uso da "linguagem neutra" pela Argentina. No que isso ajuda o seu povo? A única mudança provocada é que agora há 'desabastecimente', 'pobreze' e 'desempregue'. Que Deus proteja os nossos irmãos argentinos e os ajude a sair dessa difícil situação", compartilhou Bolsonaro em seu perfil no Twitter.

Apesar de alguns órgãos e ministérios do governo Alberto Fernández terem recomendado o uso da linguagem neutra, o assunto é alvo de controvérsia na Argentina.

Em junho, a cidade de Buenos Aires, por exemplo, chegou a publicar uma resolução que proibia expressamente o uso da linguagem neutra em salas de aulas. Professores deveriam lecionar " "de acordo com as regras da língua espanhola, suas normas gramaticais e as diretrizes oficiais para seu ensino", não podendo adotar "supostas marcas de gênero inclusivo".

O Ministério de Obras Públicas da Argentina foi o último órgão a decidir usar a linguagem não sexista em documentos oficiais, conforme decisão do dia 28 de julho. Em maio, o Ministério da Saúde já havia tomado decisão semelhante.

O Banco Central da República da Argentina, o Ministério dos Transportes, a Secretaria de Comércio e o Ministério do Desenvolvimento Produtivo publicaram manuais para o uso de linguagem inclusiva para seus funcionários.

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