Bolsonaro critica prova da OAB: "Estuda 5 anos e depois tem de fazer prova"

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Brazil's President Jair Bolsonaro reacts during a ceremony by the National Program of Civic-Military Schools, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil November 24, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro falou sobre a temática da educação e criticou prova da OAB (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Presidente Jair Bolsonaro criticou prova da OAB para alunos formados em direito

  • Bolsonaro disse não entender necessidade de fazer exame após cinco anos de faculdade

  • Declaração foi feita em solenidade no Palácio do Planalto cujo tema era educação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez críticas à prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo Bolsonaro, não faz sentido fazer uma faculdade e, depois, ter de realizar uma prova para poder exercer a profissão. A declaração foi dada em uma solenidade no Palácio do Planalto, quando Bolsonaro anunciou a abertura de novas escolas militares. 

"Sempre se fala em educação, mas, na prática, alguns acham que é apenas dinheiro, recurso. Educação é uma maneira de que nós temos de dizer que, na ponta da linha, temos que ter um bom profissional, um bom empregado, um bom patrão, um bom liberal", disse o presidente. "Alguém que realmente domine aquilo que ele fez." 

Em seguida, Bolsonaro usou como exemplo negativo a prova da OAB e a relação com o curso de direito. "E a gente vê, isso é pessoal, alguém pode discordar de mim, eu não consigo entender que uma pessoa faz cinco anos de direito e depois tem que fazer uma prova para poder trabalhar. Imagine comigo isso: eu faço quatro anos da Academia Militar das Agulhas Negras e depois tinha que fazer uma prova para saber se eu posso ou não ser oficial do Exército", disse. 

"Já tentaram no meu governo estender essa prova para várias outras atividades, como, por exemplo, a medicina", disse, como uma crítica ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. "Um colega que, no começo do nosso mandato, além do protocolo do 'fica em casa'", lembrou.

Abertura de escolas cívico-militares

Na cerimônia, Bolsonaro anunciou a abertura de 43 escolas cívico-militares em diversas localidades do Brasil.

Segundo Jair Bolsonaro, era uma promessa de campanha abrir um colégio militar em cada estado do Brasil, já que nem todas as unidades da federação têm escolas desse tipo, como por exemplo em Alagoas, "do nosso presidente Collor de Melo", disse o presidente, ao saudar o atual senador e ex-presidente do Brasil. 

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou, na quarta-feira (24), que o governo federal quer implantar 89 novas escolas cívico-militares no país ao longo de 2022. Segundo o Ministério da Educação, atualmente, 127 unidades estão em pleno funcionamento e cerca de 83 mil famílias são atendidas.

Com isso, o governo deve alcançar o número de 216 escolas cívico-militares no ano que vem, meta que era prevista para ser concluída apenas em 2023.

“Nosso objetivo não é só formar um bom estudante, mas também formar o cidadão que conduzirá o destino desta grande nação”, destacou o ministro, durante cerimônia nesta tarde no Palácio do Planalto.

Nos colégios que aderem esse modelo, os militares atuam no apoio à gestão escolar e educacional, enquanto os professores e demais profissionais da educação são responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico.

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