Bolsonaro culpa restrições externas e internas por inflação em reunião do Mercosul

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  13-07-2021: O presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 13-07-2021: O presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) citou nesta sexta-feira (17) "pressões inflacionárias" e disse que é preciso proteger a capacidade de consumo, especialmente dos mais pobres.

As declarações foram feitas na reunião virtual da cúpula de presidentes do Mercosul, que marcou o fim da gestão do Brasil no comando de turno da entidade.

"Ressurgem pressões inflacionárias como resultado das restrições internacionais e medidas restritivas internas decorrentes da pandemia e da escassez de oferta na economia mundial", afirmou Bolsonaro.

"Combater a inflação tem envolvido várias ferramentas de política econômica. Precisamos proteger a capacidade de consumo, especialmente de setores de mais baixa renda, o mais afetado pela pandemia", declarou ainda o presidente.

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), alcançou a marca de 10,74% no acumulado de 12 meses até novembro, informou no último dia 10 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Isso significa que o IPCA no governo Jair Bolsonaro (PL) superou a alta de preços registrada durante a gestão Dilma Rousseff (PT). No segundo mandato da petista, a inflação também disparou no Brasil, atingindo 10,71% em 12 meses até janeiro de 2016.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que, ao longo do século 21, o Brasil soma três períodos --entre 2002 e 2003, 2015 e 2016 e agora em 2021-- de inflação mais forte, com altas de dois dígitos no acumulado de 12 meses.

Bolsonaro tem culpado as restrições adotadas por governantes contra a Covid-19, como quarentenas e fechamento do comércio, pela alta dos preços. O mesmo discurso foi repetido na reunião desta sexta-feira.

No evento do Mercosul, Bolsonaro destacou que reduziu tarifas de importação. Disse ainda que é preciso manter esforços para baixar a tarifa externa comum do bloco. "Lamentamos que não tenhamos podido lograr acordo sobre este tema", afirmou o presidente.

Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, destacaram debates sobre a produção de fármacos na região como forma de evitar a dependência externa.

O presidente disse que o Mercosul deve ser "instrumento de promoção da prosperidade e da liberdade". Afirmou ainda que o bloco trabalha para "avançar rumo à assinatura" do acordo com a União Europeia, travado desde 2019.

O governo brasileiro transformou a reunião presencial da cúpula de presidentes do Mercosul, que ocorreria no Brasil nesta sexta-feira (17) em encontro virtual. Segundo interlocutores do Itamaraty, o motivo seria o avanço da nova variante ômicron.

Em março deste ano, quando a Argentina presidia temporariamente o bloco, o país também transformou encontro para celebrar os 30 anos de lançamento do Mercosul em virtual. O motivo foi a situação sanitária nos países da região.

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