5 vezes que Bolsonaro declarou guerra à “grande mídia”

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Brazilian President Jair Bolsonaro is pictured during the commemoration ceremony of the National Volunteer Day, at Planalto Palace in Brasilia, on August 28, 2019. - Bolsonaro on Wednesday repeated a demand for French leader Emmanuel Macron to withdraw recent remarks, as he accused France and Germany of "buying" the Latin American country's sovereignty with Amazon fire aid. Bolsonaro's comments come a day after he said he was open to discussing the G7's offer of $20 million to help combat fires raging in the world's largest rainforest, but only if the French leader retracted his "insults" against him. (Photo by EVARISTO SA / AFP)        (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Em 2019 Bolsonaro fez, segundo a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), 111 declarações de ataque à mídia (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

No ano de 2019, o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez 111 declarações de ataque à “grande mídia”. O levantamento é da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).

Segundo a Fenaj, as declarações de Bolsonaro ameaçam a liberdade de imprensa e constroem realidades paralelas, cuja o propósito é tornar Bolsonaro livre de críticas. Vale lembrar que os antecessores de Bolsonaro, Lula e Dilma Rousseff, também eram críticos da chamada imprensa tradicional.

Leia também

Confiabilidade da notícia em queda

Segundo o Digital News Report, da Reuters Institute, apesar dos meios online dominarem o consumo de informações no Brasil, os principais veículos são UOL (44%), a Globo News Online (39%) e o Globo Online (31%). Segundo a Reuters, os ataques do presidente e seu exército de seguidores online fizeram com que índice de confiabilidade em notícias desses veículos caísse 11 pontos em relação a 2018. Ou seja, apenas 48% das pessoas acreditam nas notícias da mídia tradicional, contra 59% no ano passado.

Veja as declarações mais duras de Bolsonaro contra a imprensa:

Coisas que a “mídia e as pessoas omitem de má fé”

No dia 26 de fevereiro, o presidente Bolsonaro publicou em seu Twitter a íntegra do Projeto de Lei Anticrime, redigido pelo Ministro Sérgio Moro (Justiça). A publicação, que poderia servir para complementar ou divulgar o projeto, veio com a seguinte legenda: “Saiba mais detalhes que parte da mídia e pessoas de má fé omitem propositalmente” (SIC).

Não leio jornal para não começar o dia envenenado

No dia 4 de agosto, Jair Bolsonaro declarou a uma plateia de aproximadamente 2000 fiéis da Igreja evangélica Fonte da Vida que já esperava que seu governo fosse atacado pela mídia. O presidente, na ocasião, declarou: “muitas vezes não leio jornal nenhum para não começar o dia envenenado”. O ataque à imprensa surgiu no momento em que o jornal O Globo publicou uma matéria que indicava os mandatos legislativos do presidente e de seus três filhos (Flávio, Carlos e Eduardo) como um cabide de empregos para 102 pessoas com laços familiares ao longo dos últimos 28 anos.

Demissão do ministro da Educação

Bolsonaro, pouco mais de uma semana após declarar que a “mídia cria narrativas” em seu Twitter, usando como exemplo uma “fake news” sobre a demissão do então ministro da educação Vélez Rodríguez (Educação). Como se sabe, Bolsonaro mandou Rodríguez para o RH.

O post, feito em 27 de março, referia-se a uma coluna da jornalista Eliane Cantanhêde (GloboNews) que deu “furo”, jornalístico sobre a demissão de Vélez Rodríguez.

Excesso jornalístico justificaria prisão

“Se o excesso jornalístico desse cadeia, todos vocês estariam presos, tá certo?”, disse o presidente em uma coletiva sobre o Projeto Anticrime no dia 9 de agosto deste ano.

Bolsonaro deixou não deixou claro o que seria o tal “excesso jornalístico”,

Canalhas da Globo

“Canalhas! Mil vezes canalhas!” declarou o presidente em uma live sua no dia 29 de outubro ao denunciar uma reportagem televisionada pelo Jornal Nacional, que indicava uma possível envolvimento seu no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido em março de 2018. A reportagem partiu de uma declaração do porteiro do condomínio de Bolsonaro localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos