Bolsonaro decreta de luto oficial por morte de Olavo de Carvalho em rara iniciativa

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*ARQUIVO* RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. Ele é um dos principais representantes do conservadorismo brasileiro. Olavo é autor da trilogia de livros “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1994), “O Jardim das Aflições” (1995) e “O Imbecil Coletivo” (1996). Já foi astrólogo, escreveu para jornais e hoje ministra aulas de filosofia online. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)
*ARQUIVO* RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. Ele é um dos principais representantes do conservadorismo brasileiro. Olavo é autor da trilogia de livros “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1994), “O Jardim das Aflições” (1995) e “O Imbecil Coletivo” (1996). Já foi astrólogo, escreveu para jornais e hoje ministra aulas de filosofia online. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) decretou luto oficial de um dia pela morte do escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo seguido por diversos aliados do presidente.

O decreto de luto oficial foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Olavo morreu na noite desta segunda-feira (24), aos 74 anos, na região de Richmond, na Virgínia (EUA), onde estava hospitalizado.

Olavo recebeu o diagnóstico de Covid-19 no dia 15 de janeiro, segundo administradores do grupo do Telegram que reúne os seguidores do ideólogo bolsonarista.

A mensagem sobre o diagnóstico da doença foi compartilhada depois de Olavo ter cancelado por duas semanas consecutivas as lives que transmite para os assinantes pagos de seu curso online de filosofia.

O escritor é admirado por membros da ala ideológica do governo e teve influência na escolha de ministros por Bolsonaro. Depois de divergências com Bolsonaro no ano passado, em dezembro, Olavo de Carvalho afirmou que votaria nele por falta de opção.

No início da administração, ele foi apontado como padrinho das nomeações de Ernesto Araújo (ex-Relações Exteriores) e Ricardo Vélez (ex-Educação).

Na lei, não há nenhum parâmetro sobre quais figuras devem ou não receber luto oficial. O decreto que versa sobre o tema diz que o governo poderá decretar luto "no caso de falecimento de autoridades civis ou militares", até três dias.

Além do luto oficial, Bolsonaro publicou uma homenagem nas redes sociais. "Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do nosso país, o filósofo e professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho. Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros", escreveu.

O governo federal, por meio de uma nota assinada pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) e pela Secretaria de Cultura, lamentou a morte de Olavo, a quem chamou de "intransigente defensor da liberdade".

Esta é a segunda vez que Bolsonaro decretou luto em seu governo. Em junho do ano passado, o fez por três dias, quando faleceu o ex-vice-presidente da República, Marco Maciel.

Mesmo durante a pandemia da Covid-19, que até o momento deixou 620 vítimas fatais no país, Bolsonaro não decretou luto em homenagem aos mortos pelo vírus.

O Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal) chegaram a decretar luto quando o número de mortos atingiu marcas simbólicas, como 10 mil e 100 mil falecidos. Mas o Planalto não adotou o mesmo gesto.

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