Bolsonaro defende decisão de Kassio sobre deputado aliado e ataca TSE

***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  24-05-2022 - O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 24-05-2022 - O presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta quinta-feira (2) a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), de restituir o mandato do deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR).

O parlamentar havia sido cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em outubro do ano passado devido à publicação de vídeo, no dia das eleições de 2018, no qual afirmou que as urnas eletrônicas haviam sido fraudadas para impedir o voto no atual chefe do Executivo.

Em sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão da corte eleitoral havia sido "inacreditável". Ele voltou a atacar o TSE e a espalhar teorias da conspiração contra o sistema eletrônico de votação e sobre o último pleito presidencial.

O presidente fez questão de frisar que a decisão contra Francischini foi tomada por um placar de 6 a 1, com voto favorável dos três ministros do Supremo que estavam na corte à época: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

O presidente também afirmou que o TSE tem tomado "medidas arbitrárias contra o Estado democrático de Direito" e atacado "a democracia". "Não querem transparência no sistema eleitoral", disse.

Ele disse que "lamenta" o fato de o TSE ter convidado as Forças Armadas para compor a comissão de transparência das eleições da corte e depois não ter aceitado as sugestões da instituição para aperfeiçoar o modelo eleitoral do país.

O tribunal apontou que as Forças Armadas confundiram "conceitos" e erraram cálculos ao apontar risco de inconformidade em testes de integridades das urnas, além de criticar outras recomendações que foram encaminhadas à corte.

Em relação à cassação de Francischini, Bolsonaro afirmou que ela ocorreu devido a um vídeo do parlamentar sobre falhas nas urnas que induziriam o voto no então candidato do PT, Fernando Haddad.

"Eu recebi vários vídeos, telefonemas. O cara ia apertar o 17 e aparecia o 13. Ninguém falava o contrário, que ia apertar o 13 e aparecia o 17. Coisas que acontecem em larga escala e TSE não se explicou no tocante a isso", disse.

A acusação contra o sistema de votação, porém, não foi comprovada em nenhum momento.

Em outra parte da live, Bolsonaro criticou Edson Fachin, presidente do TSE, por ter convidado observadores internacionais a acompanhar o pleito deste ano. Ele disse que os estrangeiros não terão como monitorar a lisura das eleições porque os votos são contabilizados em uma "sala secreta".

O tribunal, no entanto, já afirmou diversas vezes que não há "sala secreta" de totalização dos votos.

A equipe da corte eleitoral costuma reafirmar que já há mecanismos de reação caso alguma irregularidade na contagem dos votos seja detectada.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos