Bolsonaro defende ditadura e ataca Lula em conversa com crianças

Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) faltou à celebração dos 200 anos da Independência do Brasil no Congresso Nacional, nesta quinta-feira (8), para conversar com crianças e defensores da educação domiciliar.

Enquanto a cerimônia ocorria, o chefe do Executivo defendia o golpe militar de 1964 e falava contra a esquerda para o grupo de apoiadores acompanhados por meninos e meninas. As informações são da Revista Veja.

Durante o encontro, o presidente afirmou que o general Humberto Castello Branco, primeiro a assumir o comando do país durante o período ditatorial, foi eleito democraticamente.

“O plenário da Câmara e do Senado declarou vaga a cadeira de presidente porque ele (Goulart) tinha fugido do Brasil. Daí assumiu o Ranieri Mazzilli. Dia 11 de abril teve eleições indiretas que elegeram Castello Branco. Ele chegou à Presidência à luz da Constituição de 1946, não dando golpe”, afirmou o chefe do Executivo, distorcendo fatos históricos.

O mandatário disse às crianças que o Congresso Nacional “apagou fatos” e que “não existe 31 de março” de 1964, mas o 2 de abril, quando a Presidência foi considerada vaga.

“Tem um cara, um ditador aí, chamado Stalin (o russo Josef Stalin), que apagava fotografias. O nosso Congresso apagou fatos. É a história da esquerda, sempre mentindo. Para eles, não existiu 2 de abril de 1964”, declarou aos meninos e meninas. A conversa foi transmitida em live no Facebook.

Bolsonaro ainda se voltou contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa presidencial, se referindo ao adversário como “o sem dedinhos” que “faz o mal”.

“Muitas escolas públicas ensinam errado as crianças como se o certo, o bondoso, o carinhoso, fosse o pessoal pintado de vermelho. O pintado de vermelho que faz o bem para vocês é só o Papai Noel. Aquele outro, de vermelhinho, com chifrinho, faz o mal. O sem dedinhos também faz o mal”, disse o mandatário ao grupo infantil.

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