Bolsonaro defende mudança em livros didáticos: 'muita coisa escrita, tem que suavizar'

Daniel Gullino
Bolsonaro também voltou a criticar o educador Paulo Freire

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira mudanças em livros didáticos, afirmando que atualmente eles têm "muita coisa escrita" e que é preciso "suavizar". Bolsonaro também afirmou que, a partir de 2021, quando os livros forem feitos por sua gestão, as publicações irão conter a bandeira do Brasil e o hino nacional.

“Tem livros que vamos ser obrigados a distribuir esse ano ainda levando-se em conta a sua feitura em anos anteriores. Tem que seguir a lei. Em 21, todos os livros serão nossos. Feitos por nós. Os pais vão vibrar. Vai estar lá a bandeira do Brasil na capa, vai ter lá o hino nacional. Os livros hoje em dia, como regra, é um amontoado... Muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo”, disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada.

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Bolsonaro também voltou a criticar o educador Paulo Freire, relacionando suas ideias ao baixo resultado do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

“Falando em suavizar, estou vendo um cabeça branca ali, estudei na cartilha Caminho Suave. Você não esquece. Não esse lixo que, como regra, está aí. Essa ideologia de Paulo Freire. O cara ficou 10 anos e a garotada de 15 anos foi fazer a prova do Pisa e mais da metade não sabe fazer uma regra de três simples.”

Bolsonaro afirmou, ainda, que governos de esquerda "acabaram" com o Colégio Pedro II, instituição federal com 14 campi no Rio, Duque de Caxias e Niterói.

Um dos pontos criticados foi o fato do Pedro II autorizar, desde 2016, que os alunos escolham usar saia ou bermuda, independente do gênero, seguindo uma resolução do próprio Ministério da Educação à época.

“O que a esquerda plantou na educação? Plantou militância. Tanto é que o pessoal vota no PT e no PSOL. A molecada (vota no) PT e PSOL. Chegou ao cúmulo de acabar com uma escola como o Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro. Acabaram com o Pedro II. Menino de saia, MST lá dentro. E outras coisas mais que não quero falar aqui.”