Bolsonaro demorou para afastar Ribeiro, diz líder da bancada evangélica

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada evangélica, elogiou o governo Bolsonaro pela prisão. Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados.
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada evangélica, elogiou o governo Bolsonaro pela prisão. Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados.
  • Para deputado, governo Bolsonaro agiu corretamente

  • Presidente teve um 'afã militar de lealdade' ao tardar em afastar Ribeiro

  • Cavalcante não comentou prisão de pastor evangélico

O líder da bancada evangélica na Câmara e presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), teceu elogios ao governo federal pela prisão de Milton Ribeiro e do pastor evangélico Gilmar dos Santos.

Ainda assim, em entrevista ao portal Metrópoles, Cavalcante avalia que o governo demorou para afastar o ex-ministro do cargo. Para ele, Ribeiro deveria ter sido deposto “dois dias” depois da revelação dos esquemas envolvendo pastores evangélicos no MEC e que a demora na decisão de Bolsonaro foi um “afã militar de lealdade”.

“Sei que vão tentar culpar o presidente porque, naquele afã militar de lealdade aos subordinados, ele fez declarações a favor de Milton, mas quem conhece o princípio militar sabe que é lealdade. O importante é que ele agiu, mas poderia ter agido mais rápido”, afirmou o parlamentar.

Na manhã desta quarta-feira (22), o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi alvo de uma operação da Polícia Federal e preso, suspeito de tráfico de influência, quando comandava a pasta.

“Desde a minha primeira entrevista e declarações sobre esse triste episódio eu disse: afasta-se, investiguem e se for culpado que seja exemplarmente punido ao rigor da lei”, declarou o deputado. “Parabéns ao governo do presidente Jair Bolsonaro que agiu assim”, escreveu em postagem no Twitter.

O escândalo veio à tona em março. À época, o presidente chegou a dizer que o caso poderia “fortalecer” seu ministro da Educação e que exonerá-lo significaria “aceitar” que havia, sim, um esquema de corrupção na pasta. Em live para apoiadores, Bolsonaro declarou que colocaria a “cara no fogo” pelo investigado.

Novamente, Sóstenes parabenizou a ação da Polícia Federal. “Não vou condenar porque não tive acesso ao inquérito, mas se a Polícia Federal prendeu é porque existem indícios fortes de alguma prática ilegal. Eu esperava que nada fosse verdade, mas, mesmo cristãos, seres humanos são passíveis de práticas ilícitas e têm que pagar, é o que está na Bíblia”.

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