'Bolsonaro demostra desespero', diz presidente do PSDB em SP após ataque a Covas

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 12.04.2021 - Governador de São Paulo, João Dorai (PSDB). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 12.04.2021 - Governador de São Paulo, João Dorai (PSDB). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, Fernando Alfredo, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agiu de forma covarde ao criticar o ex-prefeito de SP Bruno Covas, morto em maio deste ano em decorrência de um câncer.

"Mas o que se esperar de um chefe do Executivo que zomba da dor alheia, que ignora os enlutados, ironiza doentes e deixa sua nação morrer e passar fome? Já são 550 mil e não vamos esquecer!", afirmou em nota Alfredo.

Ele diz ainda que o presidente "demonstra desespero e medo do próximo ano" e que por isso desfere ataques. "É fácil falar de dentro do seu cercadinho no Planalto, para o seu curral. Queremos ver nos debates que, aliás, ele sempre foge", afirma.

"Para todo ato de covardia, resistiremos com a coragem de um povo que não foge à luta. Por Bruno Covas. Pela democracia. Por um Brasil livre da estupidez", continua Alfredo.

À reportagem, Alfredo diz ainda que Bolsonaro é um "presidente negacionista". "Ele ataca o Bruno Covas que não está aqui para se defender. Mas nós estamos. E a resposta ao Bolsonaro será com impeachment dele ou nas eleições de 2022. É possível fazer política sem ódio", segue.

Bolsonaro criticou Bruno Covas durante conversa com apoiadores. “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”, disse.

Em janeiro deste ano, Covas sofreu severas críticas por determinar o fechamento de restaurantes e do comércio e, ao mesmo tempo, viajar para ver a final da Copa Libertadores, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, o tucano foi às redes sociais para explicar o episódio e disse que, depois de "tantas incertezas sobre a vida", a felicidade de ir com o filho para ao estádio "tomou uma proporção diferente". Cerca de quatro meses após a partida de futebol, Covas morreu aos 41 anos em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase e suas complicações após longo período de tratamento.

O governador João Doria, de São Paulo, também criticou Bolsonaro pelas declarações. "A desumanidade de Bolsonaro, agredindo de forma covarde Bruno Covas, só demonstra ainda mais sua falta de respeito pelos vivos e pela memória dos mortos", escreveu Doria nas redes sociais nesta segunda-feira (2).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos