Bolsonaro descarta interferência do governo no preço dos combustíveis

Manoel ventura e Jussara Soares
Bolsonaro chega ao Ministerio de Minas e Energia para reunião com o ministro Bento Albuquerque

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira que o governo federal pretenda intervir nos preços dos combustíveis, depois da alta no petróleo causada pela morte do general iraniano Qassem Soleimani em um bombardeio americano, na última sexta-feira.- Não existe interferência do governo. Não sou intervencionista. Essa política está muito bem conduzida pelo almirante Bento (Albuquerque, ministro de Minas e Energia) — disse o presidente.

Bolsonaro se reuniu com Albuquerque, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, e técnicos do governo, nesta tarde, no Ministério de Minas e Energia.- Os pessimistas acham que essa questão do Iraque ia subir demais o preço do petróleo. Subiu 5%, agora está em 3% (de alta). Dentro do aceitável — completou.

Analistas:Petrobras tem margens de combustíveis apertadas após alta do petróleoNesta segunda-feira, o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 70 em Londres pela primeira vez desde setembro, mas depois cedeu. A disputa entre Estados Unidos e Irã está provocando temores de que um conflito mais amplo possa atrapalhar o abastecimento do Oriente Médio, que fornece quase um terço do petróleo do mundo.Bolsonaro reconheceu que uma eventual alta impactaria a inflação e no preço do frete, mas disse o governo adota o livre mercado.— Todo mundo reclama do preço do combustível, do gás, da carne, mas o comércio que nós resolvemos adotar foi o livre mercado. A questão da carne já baixou 20%, houve uma sazonalidade. Se nós não botarmos a economia para rodar, voltamos 2, 3 anos — afirmou.