Bolsonaro destaca compromisso do Brasil em eliminar o desmatamento ilegal até 2030

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  • Bolsonaro destaca compromisso do Brasil em eliminar o desmatamento ilegal até 2030, durante discurso na Cúpula do Clima, nesta quinta

  • Presidente disse também que determinou "fortalecimento de órgãos ambientais"

  • Ele ainda pediu "contribuição de países, empresas e entidades" para o desenvolvimento da Amazônia

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) destacou o compromisso do Brasil em eliminar o desmatamento ilegal até 2030, durante discurso na Cúpula do Clima nesta quinta-feira (22).

"Entre as medidas necessárias para tanto, destaco o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena aplicação do nosso código florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data. Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa. Medidas de comando e controle são parte da resposta".

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro

Cobrado internacionalmente pelo desmonte dos órgãos de fiscalização ambientais, o presidente afirmou, em seu discurso, que determinou o "fortalecimento dos órgãos ambientais" e pediu "contribuição de países, empresas e entidades" para o desenvolvimento da Amazônia.

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"Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização. Mas, é preciso fazer mais. Devemos enfrentar o desafio de melhorar a vida dos mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, região mais rica do país em recursos naturais, mas que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano. A solução desse paradoxo amazônico é condição essencial para o desenvolvimento sustentável da região".

Em outro trecho, Bolsonaro declarou: "Neste ano, a comunidade internacional terá oportunidade singular de cooperar com a construção de nosso futuro comum".

"Diante da magnitude dos obstáculos, inclusive financeiros, é fundamental poder contar com a contribuição de países, empresas, entidades e pessoas dispostas a atuar de maneira imediata, real e construtiva na construção desses problemas", acrescentou.

"Devemos aprimorar a governança da Terra, bem como tornar realidade a bioeconomia, valorizando a floresta e a biodiversidade. Esse deve ser o esforço que contemple o esforço de todos os brasileiros, inclusive indígenas e comunidades tradicionais", afirmou o presidente na cúpula.

"Vanguarda do combate ao aquecimento global"

Ele também afirmou no discurso que Brasil está na "vanguarda do combate ao aquecimento global".

"Ao discutirmos mudanças do clima, não podemos esquecer a causa maior do problema: a queima de combustíveis fósseis ao longo dos últimos dois séculos. O Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeito estufa. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo", disse o presidente na cúpula desta quinta.

"No presente, respondemos por menos de 3% das emissões globais anuais. Contamos com uma das matrizes energéticas mais limpas, com investimentos em energia solar, eólica, hidráulica e biomassa. Somos pioneiros na difusão de biocombustíveis renováveis, como o etanol, fundamentais para a despoluição de nossos centros urbanos".

"Agricultura sustentável"

Bolsonaro defendeu ainda as ações do governo federal na agricultura. 

"No campo, promovemos uma revolução verde a partir da ciência e inovação. Produzimos mais utilizando menos recursos. O que faz da nossa agricultura uma das mais sustentáveis do planeta", declarou.

"Temos orgulho de conservar 84% do nosso bioma amazônico e 12% da água doce da terra. Como resultado, somente nos últimos 15 anos, evitamos a emissão de mais de 7,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera. À luz de nossas responsabilidades comuns, porém, diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima."

"Os países em desenvolvimento a adotar e reafirmar um NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025 de 37%. E de 40% até 2030. Coincidimos, senhor presidente, com o seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Nesse sentimento, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior", prometeu o presidente.

A fala de Bolsonaro durou aproximadamente seis minutos e teve como objetivo tentar convencer os líderes mundiais de que se esforça para conter o desmatamento no Brasil.

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Uma das estratégias do Brasil para combater o desmatamento na Amazônia é destacar 10 batalhões da Força Nacional para atuar na região por um ano. A medida está presente na proposta elaborada pelo governo federal para pedir US$ 1 bilhão aos Estados Unidos.

Abertura da Cúpula do Clima

WASHINGTON, DC - APRIL 21: U.S. President Joe Biden delivers remarks on the COVID-19 response and the state of vaccinations at the South Court Auditorium of Eisenhower Executive Office Building on April 21, 2021 in Washington, DC. As of today, President Biden said the United States has distributed 200 million shots of the COVID-19 vaccine. (Photo by Alex Wong/Getty Images)
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi o segundo a falar na Cúpula do Clima, após a vice-presidente, Kamala Harris (Foto: Alex Wong/Getty Images)

O evento foi aberto pela vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e o presidente, Joe Biden, falou em seguida. Os dois ressaltaram a importância da união mundial no combate ao impacto climático. Biden ainda ressaltou a relevância criar empregos e desenvolver tecnologias na batalha contra o aquecimento global. 

"Eu espero ansiosamente pelo progresso que podemos fazer juntos hoje e daqui em diante. Nós realmente não temos escolha, temos que fazer isso", disse Biden ao finalizar o discurso de abertura da Cúpula do Clima. 

Antes de Bolsonaro, também falaram o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, além de outros líderes mundiais, como Angela Merkel (Alemanha) e Emmanuel Macron (França). 

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