Bolsonaro deve anunciar 13º do Auxílio Brasil para mulheres na campanha de 2º turno

Proposta de 13º do Auxílio Brasil será voltada a explorar o programa para conseguir virar votos de Lula em favor do candidato à reeleição. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
Proposta de 13º do Auxílio Brasil será voltada a explorar o programa para conseguir virar votos de Lula em favor do candidato à reeleição. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

O Auxílio Brasil será a principal bandeira do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, para angariar votos e tentar vencer o segundo turno, marcado para o dia 29 de outubro.

O programa de distribuição vai ser usado para tentativa de aproximação com o eleitorado feminino, onde o mandatário enfrenta maiores dificuldades de inserção.

Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, nos próximos dias, o chefe do Executivo deve anunciar o pagamento de uma décima terceira parcela do auxílio para mulheres chefes de família a partir de 2023.

Na avaliação de Bolsonaro, o benefício foi ainda pouco explorado pela campanha e deve ser melhor abordado nessa segunda etapa. O Auxílio Brasil substituiu o Bolsa Família e manteve o valor pago durante a pandemia de Covid-19, de R$ 600.

Para seguir com essa proposta, o governante precisará primeiro aprovar um projeto de lei no Congresso que o permita realizar o pagamento. Algo nesse sentido já foi apresentado pelo senador Alexandre Silveira (PSD-MG), em 2022, mas a proposta não avançou.

A avaliação da equipe de campanha de Bolsonaro é de que o décimo terceiro para mulheres beneficiárias poderá virar votos que eram do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em favor do atual presidente. Dessa forma, ele teria mais chances de superar o adversário petista no segundo turno.

Com 43,2% dos votos válidos até a meia-noite deste domingo (2), Bolsonaro disputará o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tinha 48,4%. O novo presidente eleito será conhecido no próximo dia 30.

Uma análise estatística feita pelo jornal Folha de S.Paulo apontou que, de acordo com a votação deste domingo, 2, Bolsonaro recebeu 24% dos votos nas cidades mais pobres do país, enquanto Lula foi a 71%, considerando municípios mais atendidos pelo programa de distribuição de renda.

Nos municípios menos beneficiados, Bolsonaro teve média de 51% dos votos contra o atual adversário. Dessa forma, teria se saído melhor onde há menos famílias incluídas no programa.