Bolsonaro deve vetar R$ 6 bi para fundão: "Tendência é não sancionar em respeito ao trabalhador"

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Na noite de segunda-feira (19), TV Brasil veiculou entrevista exclusiva com Bolsonaro (Foto: Reprodução/TV Brasil)
Na noite de segunda-feira (19), TV Brasil veiculou entrevista exclusiva com Bolsonaro (Foto: Reprodução/TV Brasil)
  • Jair Bolsonaro disse que deve vetar novo fundão, de R$ 6 bilhões

  • Presidente argumentou que valor seria muito útil nas mãos da Infraestrutura ou do Desenvolvimento Regional

  • Segundo Bolsonaro, aprovar valor seria desrespeitoso com o contribuinte brasileiro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que deve vetar o novo valor para o fundo eleitoral, de R$ 6 bilhões, aprovados na Lei de Diretrizes Orçamentárias. A declaração foi dada em entrevista à TV Brasil na noite da última segunda-feira (20). 

"Posso adiantar para você que não será sancionada, afinal de contas, eu tenho que conviver em harmonia com o Legislativo, e nem tudo que eu apresento ao Legislativo é aprovada e nem tudo que o Legislativo aprova vindo deles, eu tenho a obrigação de aceitar do lado de cá", declarou Jair Bolsonaro. 

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"Mas a tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro", disse o presidente. "A ideia nossa é vetar esse dispositivo."

Segundo Bolsonaro, o valor é "astronômico". "Eu nunca gastei dinheiro com campanha política, né. O mínimo eu gastei. Até em 2014 a JBS depositou na minha conta, via partido, 200 mil reais. E eu devolvi esse dinheiro e peguei o dinheiro do fundo eleitoral daquela época, que não era o fundão, era um fundo que sempre os partidos tiveram", alegou. 

O presidente argumentou que com o valor de R$ 6 bilhões seria possível fazer diversas obras estruturais no país. "Imagina na mão do ministro Tarcisio [de Freitas, ministro da Infraestrutura] o que poderia ser feito com esse dinheiro. Poderia, por exemplo, concluir Porto Velho-Manaus, que é um anseio da população do Amazonas. Então, a bancada do Amazonas e a bancada de Rondônia, poderiam até sugerir isso aí", exemplificou. 

Bolsonaro também disse que o valor seria suficiente para recapear diversas estradas pelo país, construir pontes ou ajudar projetos ligados à pasta do Desenvolvimento Regional. "Se esse recurso vai para a mão do ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, você pode concluir as obras de água para o Nordeste. Então, é uma cifra enorme que, no meu entender, está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada."

O filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi um dos que votou a favor da nova LDO, que incluía o novo fundo eleitoral, quase três vezes maior do que o valor atual. 

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