Bolsonaro discutirá com Queiroga hoje o fim do uso obrigatório de máscaras

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende conversar nesta segunda-feira com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre um protocolo para tornar o uso de máscaras facultativo. Em junho, o presidente pediu a Queiroga um parecer sobre o assunto.

— Alguns países do mundo já adotaram isso que você está falando, liberou geral. Eu pedi um estudo para o nosso Ministério da Saúde. Hoje vou me reunir com o ministro Queiroga, para nós darmos uma solução para esse caso — disse o presidente, em entrevista à Rádio Regional FM 91, de Registro (SP).

A ideia de Bolsonaro é que o uso da máscara passa a ser "facultativo":

— Nós tornarmos facultativos, orientarmos que o uso da máscara não precisa mais ser obrigatório. Essa é nossa ideia, que talvez tenha uma data a partir de hoje para essa recomendação do Ministério da Saúde.

Na mesma entrevista, Bolsonaro contratiou decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diversos estudos científicos, ao afirmar que a CoronaVac — chamada por ele de vacina "chinesa" — não está "dando certo". Bolsonaro cobrou que a Anvisa ou o Instituto Butantan deem uma "resposta" sobre a eficácia da vacina.

Na semana passada, a diretoria da Anvisa considerou que a CoronaVac tem contribuído para uma redução significativa de hospitalizações e óbitos causados pela Covid-19 e manteve a autorização de uso emergencial do imunizante, concedida em janeiro. A posição foi exposta na reunião em que a agência negou, por falta de dados, a autorização para uso da vacina em crianças e adolescentes.

— Algumas vacinas não estão dando certo. Tem uma chinesa aí que gente tomou a segunda dose, está se infectando, está morrendo, e não é pouca gente, não. A gente espera que a Anvisa dê uma resposta para a isso, ou o próprio Butantan dê uma resposta para isso. A população tem o direito de saber da real efetividade da vacina que está tomando — afirmou Bolsonaro,

Especialistas médicos explicam que casos em que uma pessoa morre mesmo após tomar as duas doses não significam um atestado de falta de efetividade dos imunizantes. Na verdade, o agravamento do quadro está intimamente ligado ao funcionamento do sistema imune do corpo.

Além do aval da Anvisa, a CoronaVac também teve registro emergencial concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bolsonaro também citou dois dados incorretos durante a entrevista: que pessoas já contaminadas com o novo coronavírus já estão imunizados (existem diversos casos documentados de reinfecção) e que as vacinas ainda são "experimentais" (todas os imunizantes passaram por diversas etapas de estudos antes de terem seu uso aprovado).

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