Bolsonaro diz não se sentir pressionado por início de vacinação em outros países

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Manifestantes participaram na última quarta-feira de protesto em Brasília, pedindo vacinação contra o coronavírus

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro defendeu neste sábado que, antes de serem aplicadas, as vacinas contra a Covid-19 precisam ser aprovadas pelos órgãos reguladores, acrescentando ainda que não se sente pressionado pelo fato de outros países já terem iniciado campanhas de vacinação.

"Ninguém me pressiona para nada, não dou bola para isso, é razão, razoabilidade, responsabilidade com o povo, você não pode aplicar qualquer coisa no povo", disse ele, ao ser questionado por jornalista se o início de vacinação em outros países pressionaria o seu governo.

Durante uma saída em Brasília fora da agenda, Bolsonaro lembrou ainda que já assinou medida provisória que abre crédito extraordinário de 20 bilhões de reais para a vacinação contra a Covid-19 no Brasil, inclusive para a compra de imunizantes.

"Já assinei a MP de 20 bilhões, e entre eu e a vacina tem uma tal de Anvisa que eu respeito e alguns não querem respeitar, é só isso", declarou ele, conforme falas veiculadas pela CNN Brasil.

Antes mesmo de solicitar o pedido para uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoridades de São Paulo afirmaram na última quarta-feira que a vacina contra o coronavírus CoronaVac atingiu um nível de eficácia superior a 50% nos testes clínicos, acima do mínimo necessário para que seja solicitado o registro.

"Em tudo o que eu vi até agora em vacinas que poderão ser disponíveis, tem uma cláusula que diz o seguinte: 'eles não se responsabilizam por qualquer efeito colateral", completou o presidente.

A Hungria se adiantou ao restante dos países da União Europeia ao começar a vacinar sua população contra Covid-19 neste sábado, um dia antes do lançamento da campanha em outros países como França, Alemanha e Espanha, à medida que a pandemia se espalha por todo o continente.

Os Estados Unidos também já começaram a campanha de vacinação, além de Reino Unido e Rússia, entre outros.

(Por Roberto Samora)