Bolsonaro diz que América do Sul tem uma 'cabeça de burro' que a leva para a esquerda

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que existe uma "cabeça de burro" na América do Sul que força "a gente" para o lado esquerdo. O presidente não citou nomes de países, mas se referiu à Venezuela, Argentina e mais recentemente o Chile, onde, segundo o presidente, a política vem interferindo para o lado negativo da economia. O Chile elegeu, em dezembro, Gabriel Boric, de esquerda.

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— O que adianta ter 30 anos de crescimento acima de 5%, quando a política redireciona esse crescimento. Estava muito bem a sua economia e ninguém esperava que fosse acontecer o que está acontecendo. De que adianta ter reservas de petróleo, se a população está fugindo para um paraíso que, para eles, é o estado de Roraima. Mais ao Sul, um país que rivaliza conosco, em especial no futebol, estamos vendo as dificuldades que está passando — afirmou o presidente referindo-se ao Chile, Venezuela e Argentina.

E completou:

— Seria muito bom para nós que esses três países, com mais oito que fazem divisa conosco, fossem prósperos — afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro participou da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2022, evento que acontece em São Paulo, e que apresenta oportunidades de investimentos em setores como agronegócios, infraestrutura, energia e tecnologia da informação. O evento é organizado pela ApexBrasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal.

A uma plateia formada por empresários e ministros, Bolsonaro fez críticas ao seu adversário nas eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insinuando que sua vitória pode equiparar o Brasil a esses países governados por políticos de esquerda. Ele disse que "Deus deu uma chance ao Brasil" com sua eleição em 2018.

— Ele vai valorizar o MST. O BNDES vai continuar emprestando para Cuba, Venezuela e outras ditaduras do mundo. Vai desarmar o cidadão de bem. Vai relativizar a propriedade privada. Quer uma só América do Sul bolivariana, com um só banco central para todos os países. O que podemos esperar disso aí? — afirmou referindo-se a Lula.

Bolsonaro voltou a criticar os ministros do Supremo Tribunal Federal(STF) e o sistema eleitoral.

— Quem eles pensam que são. Não podemos permitir que os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo tenham poder absoluto. Eu quero, eu não quero. Eu processo, eu abro inquérito? — disse o presidente, citando o ministro Edson Fachin, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo Bolsonaro, eleição é uma questão de segurança nacional, ao citar o papel dos militares no processo e nos recentes questionamentos ao TSE.

—Chega de bananas e demagogos na política brasileira. Ninguém pode tudo — disse, elevando o tom de voz.

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