Bolsonaro diz que Boris Johnson pediu envio de alimento do Brasil, mas britânicos negam

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Bolsonaro e Boris Johnson encontraram-se em Nova York (Michael M. Santiago-Pool/Getty Images)
Bolsonaro e Boris Johnson encontraram-se em Nova York (Michael M. Santiago-Pool/Getty Images)
  • Declaração de Bolsonaro aconteceu durante sua live semanal, na quinta-feira

  • Presidente disse que Boris Johnson pediu envio emergencial de um alimento brasileiro

  • Escritório do primeiro-ministro britânico desmentiu a informação

Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na última quinta-feira (23), em sua live semanal, que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu-lhe o envio urgente de um tipo de alimento do Brasil. Mas um representante de Johnson, segundo O Globo, desmentiu o presidente.

Johnson teria requisitado um alimento que, supostamente, está em falta no país europeu, que tem sofrido com escassez de comida e combustível em meio às burocracias do Brexit, a falta de mão de obra e o aumento do preço do gás.

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“Ele (Boris Johnson) quer um acordo de emergência conosco para importar algum tipo de alimento que esteja em falta na Inglaterra”, afirmou Bolsonaro.

Em contato com a reportagem do jornal O Globo, um porta-voz do escritório de Boris Johnson descartou tal episódio. Segundo ele, a declaração do presidente brasileiro não reflete o que foi conversado entre os líderes dos países em Nova York.

Bolsonaro e Johnson encontraram-se na cidade norte-americana durante a passagem de suas comitivas pelo país para a Assembleia Geral da ONU, realizada na última terça-feira.

Protestos contra Bolsonaro e polêmicas marcam passagem pelos EUA

A passagem da comitiva presidencial do Brasil por Nova York foi marcada por protestos contra o presidente da República. Na noite da última segunda-feira (20), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mostrou irritação com os manifestantes.

As autoridades brasileiras saíam de uma recepção na missão brasileira na ONU e estavam dentro de um ônibus. Manifestantes cercaram o veículo, enquanto gritavam palavras de ordem. Queiroga, então, se levantou no assento no qual estava, foi até a janela e mostrou o dedo do meio para aqueles que participavam do ato.

Em um vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta terça-feira (21), Bolsonaro minimizou os protestos contra ele e disse que se tratavam de 10 pessoas. Segundo o presidente, "essas pessoas deveriam estar em um país socialista, não nos Estados Unidos".

Bolsonaro discursou na Assembleia Geral da ONU - Foto: Wang Ying/Xinhua via Getty Images
Bolsonaro discursou na Assembleia Geral da ONU - Foto: Wang Ying/Xinhua via Getty Images

Enquanto o presidente gravava o protesto, os manifestantes gritavam "fora, Bolsonaro" e o chamavam de "genocida". Bolsonaro ainda criticou a imprensa e afirmou que os meios de comunicação inflariam o número de manifestantes, afim de dizer que havia um "megaprotesto" contra ele em Nova York.

Esse não foi o primeiro protesto contra Jair Bolsonaro desde que o presidente chegou a Nova York. Bolsonaro teve de entrar pela porta dos fundos do hotel onde está hospedado, porque havia um grupo de manifestantes na entrada do local.

Caminhão com frases contra Bolsonaro passeia por NY

Um caminhão com telões de LED que projetam frases contra o presidente circulou por Nova York, onde acontece a Assembleia Geral da ONU.

Nas redes sociais, é possível ver as imagens do veículo com os dizeres "Bolsonaro mentiroso" e também chamando o presidente de "perdedor".

Segundo informações do portal Metrópoles, a ação foi feita por ativistas brasileiros e norte-americanos e financiada por ONGs ligadas à defesa da democracia e preservação do meio ambiente.

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