Bolsonaro diz que decreto contra lockdown “já está pronto”

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Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (7) que o decreto contra medidas de isolamento durante a pandemia da covid-19 “já está pronto”. A declaração foi dada durante evento que liberou o tráfego na ponte sobre o rio Madeira, na BR-364, no distrito de Abunã, em Rondônia.

“Creio que a liberdade é o bem maior que nós podemos ter. Tenho falado, se eu baixar decreto, que já está pronto, todos cumprirão”, disse.

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“Porque esse decreto nada mais é que a cópia dos incisos do artigo 5º da Constituição, que todos nós juramos defendê-la. O nosso direto de ir e vir é sagrado, a nossa liberdade de crença e trabalho também. Não se justifica, daqui para frente, depois de tudo o que nós passamos, fechar qualquer ponto do nosso Brasil”, acrescentou.

Bolsonaro ainda declarou que “aquele que abre mão de parte da liberdade em troca de segurança, por menor que seja, acaba no futuro sem liberdade e segurança”.

“Preferimos morrer lutando do que perecer em casa”.

Ele ainda insistiu que “o seu Exército” jamais irá às ruas para manter a população dentro de casa.

O presidente, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o empresário Luciano Hang (da Havan) e o senador Márcio Bittar (MDB-AC) não usaram máscara - o que é obrigatório em locais públicos por lei.

Direito de ir e vir

Na quarta-feira (5), o chefe do Executivo afirmou que poderia editar decreto para colocar as Forças Armadas nas ruas para “restabelecer todo o artigo 5º da Constituição [que estabelece o direito da livre locomoção no território nacional em tempo de paz]“. Bolsonaro também voltou a criticar as medidas de restrição decretadas por governadores e prefeitos.

“Nas ruas, já se começa pedindo que o governo baixe um decreto. E, se eu baixar um decreto, vai ser cumprido, não será contestado por nenhum tribunal. O Congresso estará ao nosso lado. O povo estará ao nosso lado. Quem poderá contestar o artigo 5º da Constituição? O que está em jogo? Queremos a liberdade para poder trabalhar, queremos o nosso direito de ir e vir. Ninguém pode protestar isso. E esse decreto que eu baixar, repito: será cumprido, juntamente com nosso Parlamento, juntamente com nosso poder de força, juntamente com nossos 23 ministros”, disse em evento no Palácio do Planalto.