Bolsonaro diz que deputados que votaram contra PEC dos Precatórios são 'contra os pobres'

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  13-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão e dos ministros Anderson Torres (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de sangamento do programa Habite Seguro, programa habitacional voltado aos profissionais das forças de segurança. No Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 13-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão e dos ministros Anderson Torres (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), durante cerimônia de sangamento do programa Habite Seguro, programa habitacional voltado aos profissionais das forças de segurança. No Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (4) que os deputados contrários à PEC dos Precatórios "não querem atender os pobres".

A proposta foi aprovada nesta madrugada na Câmara dos Deputados, em primeiro turno, com 312 votos a favor, 144 contrários e 57 ausências --uma vitória apertada para o governo. O texto agora segue para o Senado.

"Ontem, mais de 100 deputados votaram contra os pobres. Por birra, por ser eu presidente. Não querem atender os pobres. Nunca vi isso", disse o presidente na Praça dos Três Poderes, onde parou para falar com apoiadores.

"Partidos de esquerda, é comum votar contra a gente, mas votar nessa questão também é uma maldade. Espero que passe no segundo turno aqui na Câmara e no Senado", continuou.

A oposição se dividiu na votação. O PDT trocou de lado e passou a apoiar a PEC nesta quinta (4) --foram seis votos contra a medida, 15 a favor e uma ausência.

A mudança de posicionamento do PDT gerou crise interna, com ameaça do pré-candidato à Presidência Ciro Gomes deixar o partido.

Dos 32 deputados do PSB, 21 votaram contra a PEC, 10 a favor e um estava ausente. No PT, Psol e PCdoB, todos os deputados estavam contrários à proposta, com exceção de algumas ausências.

A Câmara aprovou o texto-base da PEC, que permite a expansão de gastos públicos e viabiliza a ampliação do Auxílio Brasil prometido por Bolsonaro em ano eleitoral, de R$ 400.

A medida prevê duas mudanças --ajuste no cálculo do teto de gastos e limite no pagamento de precatórios-- e têm potencial de abrir uma folga superior a R$ 90 bilhões no próximo ano.

Nesta manhã, Bolsonaro se queixou das dívidas, que disse ser de 20, 30 anos atrás. "O Supremo, está aqui do lado, botou tudo no meu colo, para pagar de uma vez só", disse.

O chefe do Executivo afirmou que "alguns do Supremo" têm colaborado para parcelar a dívida. Há alguns meses, os ministros do STF Luiz Fux e Gilmar Mendes tentaram articular, junto a Paulo Guedes (Economia) e Bruno Dantas, do TCU, uma saída via judiciário para os precatórios.

Bolsonaro disse que, se a proposta não for aprovada, o governo não tem como pagar as dívidas no ano que vem.

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