Bolsonaro diz que ditadura militar foi "nota dez em amor ao próximo"

Presidente Jair Bolsonaro discursa em evento nesta terça-feira (03) - Foto: REUTERS/Adriano Machado

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sorrindo, presidente distribuiu notas dez para o governo militar

  • Bolsonaro afirmou também que celebrações do 7 de setembro servirão para reafirmar soberania brasileira na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (03), que a ditadura militar brasileira (1964-1985) foi "nota dez" em diversos aspectos, inclusive no "amor ao próximo". No mesmo discurso, ele também afirmou que as comemorações de 7 de Setembro, Dia da Independência, mostrarão ao mundo que a "Amazônia é nossa".

Ao citar o período militar, reconhecido por violações aos direitos humanos, práticas de torturas e perseguição política, o presidente, rindo, exaltou a gestão dos militares.

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"[O período] pode ser díficil em alguma coisa, mas na economia foi dez, no respeito à família foi dez. No amor ao próximo foi dez e à Pátria também foi dez", afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda lamentou que o patriotismo não tenha sido foco de governos posteriores. Parece que saudar a bandeira, cantar o hino nacional, até se levantar para o cântico passou a ser algo reprovável", disse o presidente no lançamento da "Semana do Brasil", campanha para estimular ações promocionais de 6 a 15 de setembro.

Sobre o feriado nacional, Bolsonaro disse que comemorações servirão para mostrar soberania do Brasil na Amazônia e garantiu presença de "personalidades religiosas e empresariais" no evento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia 7 de setembro.

Sem citar diretamente o presidente da França, Emmanuel Macron, Bolsonaro voltou a subir o tom. "Um líder do outro lado do [Oceano] Atlântico resolveu falar sobre 'soberania relativa' da floresta. Mexeu conosco. No primeiro momento [da crise] eu estava lá embaixo, mas o pessoal foi acordando", analisou o presidente brasileiro.