Bolsonaro diz que Dom Phillips era 'malvisto' na Amazônia

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (15) que o jornalista britânico Dom Phillips, desaparecido em 5 de junho junto com o indigenista Bruno Pereira na Amazônia, era "malvisto" nessa região por seu trabalho informativo sobre as atividades ilegais como o garimpo.

"Esse inglês, ele era malvisto na região. Porque ele fazia muita matéria contra garimpeiros, [sobre] a questão ambiental", declarou o mandatário de extrema-direita em uma entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no YouTube.

"Naquela região, região bastante isolada, muita gente não gostava dele. Ele tinha que ter mais que ter redobrado a atenção para consigo próprio", acrescentou o presidente brasileiro.

Após dez dias de buscas intensas, as autoridades encontraram vestígios de sangue em uma embarcação do primeiro dos dois suspeitos detidos até agora e material "aparentemente humano" que está sendo analisado em Brasília. Também encontraram pertences pessoais como roupas e calçados.

"Pelo que tudo indica, se mataram os dois, espero que não, estão dentro d'água, e dentro da água pouca coisa vai sobrar, o peixe come, não sei se tem piranha lá no Javari", declarou Bolsonaro.

Phillips, de 57 anos, é colaborador do jornal britânico The Guardian e autor de dezenas de reportagens sobre a Amazônia.

Estava preparando um livro sobre conservação ambiental quando desapareceu junto com Pereira, de 41 anos, que atuava como seu guia.

Ambos foram vistos pela última vez no domingo, 5 de junho, enquanto navegavam por um rio no Vale do Javari, uma região onde atuam traficantes de drogas, madeireiros e pescadores ilegais, situada no extremo oeste do Amazonas, na fronteira com Peru e Colômbia.

Além disso, Bolsonaro explicou que, nessa região, há "pirata no rio" e insistiu que "é muito temerário você andar" por aí "sem estar devidamente preparado, fisicamente e também com armamento".

O desaparecimento de Phillips e Pereira suscitou uma onda de solidariedade internacional e inflamou novamente críticas contra o governo de Bolsonaro, acusado de incentivar as invasões de terras indígenas e de sacrificar a preservação da Amazônia para sua exploração econômica.

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