Bolsonaro diz que governo pode antecipar 13º do INSS ainda nesta semana se Orçamento for aprovado

Julia Lindner e Daniel Gullino
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que o governo pode antecipar para esta semana a liberação da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A previsão depende da aprovação do Orçamento de 2021 ainda hoje pelo Congresso Nacional.

- Caso o orçamento seja aprovado hoje, como está previsto, poderemos já na próxima semana, talvez nesta ainda, antecipar a primeira parcela do décimo terceiro para aposentados e pensionistas do INSS, isso equivale a aproximadamente R$ 50 bilhões - disse Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O plano inicial da equipe econômica era pagar a primeira parcela do 13º em fevereiro e a segunda em março para estimular a atividade econômica, diante do aumento de casos de Covid-19. A ideia, no entanto, foi adiada diante da demora na apreciação do Orçamento pelos parlamentares.

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também falou que, se a aprovação do Orçamento ocorrer nesta quinta-feira, será possível "disparar imediatamente a antecipação dos benefícios de aposentados e pensionistas". Ele falou sobre o tema em audiência na comissão especial sobre a Covid-19 no Senado.

Auxílio emergencial

Na mesma cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro também falou sobre a liberação da nova rodada do auxílio emergencial a partir do mês de abril, por quatro meses, com valor médio de R$ 250. De acordo com Bolsonaro, "o valor é baixo, mas representa algo para quem de fato necessita". Ele também voltou a criticar medidas de isolamento social.

- É um governo mostrando a sua sensibilidade, sabendo que o desemprego, o fechamento de empresas, parte diretamente de quem pratica o lockdown. Fazemos e faremos todo o possível para manter empregos - declarou o presidente.

E acrescentou:

- O pessoal de bares e restaurantes tem sofrido muito com esses decretos estaduais e municipais que tem fechado o seu comércio.