Bolsonaro diz que Mendonça não terá dificuldade para ser aprovado em sabatina ao STF no Senado

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***BRASILIA, DF,  02.09.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de Lançamento de Autorizações Ferroviárias, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 02.09.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de Lançamento de Autorizações Ferroviárias, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em um evento em que lideranças evangélicas defenderam a indicação de André Mendonça para o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta terça-feira (5) que o ex-advogado-geral da União não deve ter dificuldades na sabatina do Senado, responsável por analisar seu nome.

"Apesar de ser baixinho, cabeça um pouco pequena, [Mendonça] tem uma bagagem cultural imensa --sabe tudo sobre direito. E é evangélico. Ou melhor: terrivelmente evangélico", declarou Bolsonaro.

"A gente espera, senador Carlos Viana [PSD-MG], que ele seja aprovado. Eu não indico para o Supremo, indico para o Senado. Tem uma sabatina, creio que ele não terá dificuldades, ao ser questionado sobre questões jurídicas."

Bolsonaro indicou Mendonça para substituir o ex-ministro Marco Aurélio em 13 de julho, mas o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ainda não pautou a sabatina. Na prática, isso trava a tramitação da indicação de Mendonça.

A nomeação de um ministro do STF ligado à bancada evangélica é uma demanda de lideranças de grupos religiosos, que têm cobrado tanto o governo como o Senado pelo desbloqueio da análise do nome de Mendonça.

Nesta terça, Bolsonaro compareceu a um ato que reuniu pastores em Brasília. O evento foi uma demonstração de apoio dos evangélicos em favor de Mendonça.

O presidente do Fenasp (Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política), bispo Alves Ribeiro, se referiu a Mendonça como "nosso ministro do Supremo Tribunal Federal".

Segundo ele, as associações que reúnem os pastores no Brasil "não têm plano B". "O nosso é o plano A, de André Mendonça", disse.

Em determinado momento, os presentes fizeram ainda uma oração conjunta pela aprovação de Mendonça.

Em sua fala, Bolsonaro repetiu que fez dois pedidos a Mendonça, caso ele seja aprovado.

Primeiro, que ele inicie algumas sessões do STF fazendo uma oração. E que se reúna periodicamente com Bolsonaro.

Ministros de Bolsonaro acompanharam o evento, entre eles Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Anderson Torres (Justiça), Milton Ribeiro (Educação), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral).

Mendonça também esteve presente e fez uma pregação.

"Até 2005 eu não conhecia Brasília. Não é que eu não conhecia um político, não é que eu não conhecia alguém. Eu não conhecia nada nem ninguém. E 16 anos depois, Deus pega um menino do interior do estado de São Paulo --de uma cidade com 20 e poucos mil habitantes-- e coloca ele diante de um presidente da República que o indica para uma vaga do Supremo Tribunal Federal. Ou Deus faz coisas impossíveis, e eu não posso deixar de reconhecer isso, ou eu seria o maior dos incrédulos", disse.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos