Bolsonaro diz que não fará “ruptura”, mas que “provocam o tempo todo”

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Presidente Jair Bolsonaro, em evento em Cuiabá (Foto: Reprodução/ TV Brasil)
Presidente Jair Bolsonaro, em evento em Cuiabá (Foto: Reprodução/ TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (19) que não fará uma “ruptura” institucional, mas disse que o “provocam o tempo todo”. A declaração foi dada em evento em Cuiabá (MT).

O chefe do Executivo repetiu as críticas a recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prisão do ex-deputado Roberto Jefferson e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu o repasse da monetização de canais que propagam desinformação sobre o sistema eleitoral.

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"Da minha parte, não haverá ruptura. Sei das consequências internas e externas de uma ruptura. Mas provocam-nos o tempo todo. Não é justo prender quem quer que seja sem o devido processo legal. Não é justo o TSE agora desmonetizar páginas que falam que o voto impresso é necessário, ou que desconfiam do voto eletrônico. Daqui a pouco os TREs vão fazer a mesma coisa. O TRE que é mais ligado com governador vai perseguir aqueles que apoiam ou que tem uma visão diferente da candidatura daquele governador", disse.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, determinou às empresas que administram redes sociais que suspendam os repasses de dinheiro a páginas bolsonaristas investigadas por disseminar fake news.

Na última sexta-feira (13), a Polícia Federal prendeu o ex-deputado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson por sua suposta participação em uma organização criminosa digital montada para ataques à democracia. O pedido de prisão foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Após a prisão de Jefferson, Bolsonaro anunciou que entrará com pedido de impeachment de Moraes e de Luís Roberto Barroso, também do STF e presidente do TSE.

Em Cuiabá, Bolsonaro acrescentou ainda que “alguns pouquíssimos” querem “atuar fora das quatro linhas da Constituição” e criticou o que caracterizou de “ditadura branca” nas mídias sociais.

"Nós jogamos dentro das quatro linhas da Constituição. Alguns pouquíssimos querem jogar fora dela. Não podemos aceitar uma ditadura branca em nosso país com cerceamento das mídias sociais".

7 de Setembro

O presidente também anunciou que no dia 7 de setembro, participará de duas manifestações: uma em Brasília e outra em São Paulo.

"Perguntam onde estarei no dia 7. Estarei, como sempre, onde o povo estiver. Posso adiantar, pretendo estar na Esplanada dos Ministérios. Pretendo, à tarde, estar na (Avenida) Paulista e convido qualquer político a comparecer ao evento. É a nossa segunda Independência. Se é difícil lutar com liberdade, imagine sem liberdade".

"Ninguém precisa se preocupar com o movimento de 7 de setembro. O nosso povo é ordeiro, é pacífico, é patriota, em sua maneira acredita em Deus. Em sua maioria esmagadora, tem família. Ora, o que eles vão fazer na rua dia 7? Vão querer liberdade, que estamos perdendo, estamos sendo sufocados. E quem está nos oprimindo? É uma minoria".

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