Bolsonaro diz que não pode tomar a vacina "lá de São Paulo"

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Presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Presidente Jair Bolsonaro afirmou que não pode ser imunizado com a Coronavac

  • Ele disse também que será o último da fila da vacinação contra a Covid-19

  • A Coronavac é produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não pode ser imunizado com a Coronavac porque precisa tomar a vacina que é aceita no mundo todo. Ele voltou a dizer também que será o último da fila da vacinação contra a Covid-19.

“Eu vou tomar vacina que possa entrar no mundo todo, não posso tomar essa vacina lá de São Paulo, que não está aceita na Europa nem nos Estados Unidos. Eu viajo o mundo todo. Tenho que tomar a específica aceita no mundo todo”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio 96 FM, de Natal (RN).

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A Coronavac é produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A instituição afirmou que não há recusa de órgãos reguladores internacionais ao imunizante e que a vacina ainda está sob análise das agências. 

Bolsonaro disse ainda que "não é justo" que um chefe de Estado seja imunizado antes. “Eu serei o último da fila. Já que tem gente apavorada para tomar uma vacina, não é justo o chefe de Estado tomar na frente do cidadão comum”, ressaltou.

Onde a CoronaVac é aceita

O Instituto Butantan já havia se posicionado sobre a questão em maio. Por meio de nota, informou que "a CoronaVac está sob análise da EMA, agência regulatória europeia, que avalia a segurança e a eficácia do imunizante".

Leia a nota na íntegra:

"A EMA iniciou a avaliação de dados da vacina do Butantan em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac no dia 4/5. O fato de ainda não haver uma resposta para a análise não significa que o imunizante não tenha sido aprovado. Não há proibição por parte do órgão para qualquer vacina.

Em relação aos Estados Unidos, o FDA, órgão equivalente à Anvisa, é o responsável por garantir a segurança e a eficácia de imunobiológicos, remédios, alimentos e cosméticos. O Comitê Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados ainda não incluiu a análise da CoronaVac nas pautas de seus encontros. A vacina, portanto, não possui autorização e nem recusa do comitê.

Até o momento, o Instituto Butantan já entregou ao Ministério da Saúde mais de 47 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra Covid-19 mais aplicada no Brasil".

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