Bolsonaro diz que não vai tomar vacina contra Covid-19: "Obrigar é ditadura"

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Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo em 26 de novembro de 2020 (Reprodução)
Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo em 26 de novembro de 2020 (Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) retomou o assunto da obrigatoriedade ou não da vacina contra a covid-19, quando ela estiver disponível, e voltou a atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dizendo que quem defende essa política é "ditador" ou "um falso ditador que está a fim de fazer negócio com a vida dos outros".

Bolsonaro falou sobre o assunto durante sua transmissão semanal nas redes sociais, nesta quinta-feira (26). Primeiro, ele afirmou que qualquer medicamento relacionado à covid, inclusive a vacina, será comprado pelo governo federal e distribuído à população "de forma gratuita e voluntária" assim que for aprovado pelo Ministério da Saúde e certificado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Nesta quinta, Doria falou ao portal "Metrópoles" que a CoronaVac, desenvolvida em parceira entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac, poderia ser aplicada no Brasil mesmo sem obter registro da Anvisa caso recebesse o aval de agências reguladoras de outros países. A agência federal rebateu a alegação do governador, dizendo que a "avaliação da Anvisa é necessária para verificar pontos que não são avaliados por outras agências internacionais".

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Em sua live, o presidente atacou a postura de Doria, que também já defendeu a obrigatoriedade da vacina em São Paulo, e citou "interesses" particulares do governador.

"Há uma preocupação de que 'interesses outros' possam estar envolvidos nessa questão da vacina. É muito interesse de um governador aí em salvar vidas. Se morrer hoje, vai para o céu, que é santo", ironizou Bolsonaro. "Mas a questão é séria e temos que ter responsabilidade. Não é falar que 'vou obrigar'."

Bolsonaro, em seguida, disse que sua escolha pessoal é de não tomar a vacina.

"Eu digo para vocês: eu não vou tomar. É um direito meu, e tenho certeza de que o Parlamento não vai criar dificuldades para quem, porventura, não queira tomar vacina. Se ela for eficaz, duradoura, confiável, quem não tomar está fazendo mal pra si mesmo, e quem tomar a vacina não vai ser infectado. Não tem que preocupar", disse.

"Obrigar a tomar a vacina, ou dizer que quem não tomar não pode tirar passaporte, fazer concurso, isso é ditadura. Quem defende isso é um ditador. Ou então é um falso ditador que está a fim de fazer negócio com a vida dos outros", atacou.

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