Bolsonaro diz que não viu vídeo de Augusto Aras defendendo o sistema eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro (PL) diz que não viu vídeo do procurador-geral da República. (Foto: CAIO GUATELLI/AFP via Getty Images)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) diz que não viu vídeo do procurador-geral da República. (Foto: CAIO GUATELLI/AFP via Getty Images)
  • Declaração foi feita nesta sexta-feira durante visita de presidente a posto de combustíveis

  • Vídeo do procurador-geral da República foi postado após Bolsonaro atacar urnas

  • Gravação era antiga e foi compartilhada em YouTube

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não viu o vídeo compartilhado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre seus ataques ao sistema eleitoral.

“Não, não vi”, disse apenas nesta sexta-feira (22), durante uma visita a um posto de gasolina, onde celebrava o diminuição do preço dos combustíveis.

Aras, publicou um vídeo no próprio canal do YouTube nesta quinta-feira (21), defendendo o sistema eleitoral brasileiro. A fala de Aras aconteceu durante uma entrevista a jornalistas estrangeiros, em 11 de julho.

Até então, o procurador-geral da República não havia se manifestado sobre as falas do presidente durante encontro com embaixadores na última segunda-feira (18). No evento, Bolsonaro mentiu sobre a lisura do processo eleitoral e sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Aras não citou as falas de Bolsonaro diretamente, apenas postou o vídeo. Na abertura, há um texto em que o procurador afirma que é importante recordar “a necessidade de distanciamento, independência e harmonia entre os poderes” e diz que “as instituições existem para intermediar e conciliar os sagrados interesses do povo, reduzindo a complexidade das relações entre governantes e governado”.

Durante a entrevista, Aras garante que no Brasil não é aceita alegação de fraude nas eleições, “porque nós temos visto o sucesso da urna eletrônica, ao longo dos anos, especialmente, no que toca à lisura dos pleitos”.

Na entrevista, Augusto Aras também diz que não acredita que vá ocorrer um “6 de janeiro” no Brasil, uma referência ao dia em que apoiadores do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiram o Capitólio.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos