Bolsonaro diz que Petrobras 'pode mergulhar o Brasil num caos' com reajuste

Ignorado pela Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que a estatal pode "mergulhar o Brasil num caos" com o reajuste no preço dos combustíveis que a empresa deve anunciar ainda nesta sexta-feira.

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"A Petrobrás pode mergulhar o Brasil num caos. Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo", disse o presidente numa rede social, lembrando da paralisação dos caminhoneiros em 2018 por conta da alta do óleo diesel.

A pedido do governo, o Conselho de Administração da Petrobras fez ontem uma reunião extraordinária para avaliar um possível adiamento dos reajustes nos combustíveis até que sejam aprovadas no Congresso as medidas de desoneração propostas para conter a alta dos preços nas bombas.

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O tiro acabou saindo pela culatra. Os conselheiros concluíram que cabe aos diretores da estatal essa decisão e não ao colegiado. Com esse sinal verde, a empresa anuncia hoje um novo reajuste de gasolina e diesel, segundo fontes que acompanharam o encontro virtual na tarde de ontem.

"O Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais", disse Bolsonaro.

Ministros criticam a estatal

O primeiro ministro do governo a criticar a Petrobras publicamente foi o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, nas redes sociais, ainda na quinta-feira.

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Agora, diversos ministros centraram fogo contra a estatal. Fábio Faria, ministro das Comunicações, disse que empresa está tendo um lucro seis vezes maior que as petrolíferas estrangeiras em plena guerra. "Enquanto o PR (presidente da República) trabalha pra amenizar os efeitos da crise, baixando impostos federais, a Petrobras faz o contrário para prejudicar a população e a economia brasileira", afirmou.

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O ministro da Secretaria-Geral, Luiz Eduardo Ramos, também criticou a empresa: "Se a Petrobras, com os lucros exorbitantes que está tendo, for insensível com o Brasil em um momento tão difícil como agora, o povo brasileiro saberá o que pensar da Cia daqui por diante. Petrobras, honre sua história e atenda ao apelo do presidente da República".

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