Bolsonaro diz que pode reeditar decreto de PPPs em unidades de saúde

Por Lisandra Paraguassu
·1 minuto de leitura
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que poderá reeditar o decreto que autorizou estudos para parcerias público-privadas em Unidades Básicas de Saúde se houver um entendimento melhor sobre o que o governo pretende fazer.

Em conversa com apoiadores na noite de quarta-feira, Bolsonaro reclamou das críticas ao decreto, e disse que decidiu pela revogação porque estava "virando um monstro".

"O pessoal falou que era privatizar, eu revoguei o decreto. Deixa. Quando tiver o entendimento do que a gente de verdade quer fazer talvez eu reedite o decreto. Enquanto isso vamos ter mais de 4 mil unidades abandonadas jogadas no lixo sem atender uma pessoa sequer", afirmou.

O decreto foi editado na terça-feira sem mais informações por parte do governo. Ao longo de quarta, as reações à proposta --vista como uma abertura para uma futura privatização das unidades de saúde pública-- gerou reações no Congresso, entre secretários de Saúde, especialistas e nas redes sociais.

No final da tarde, Bolsonaro anunciou a revogação do decreto, mesmo defendendo a medida.

Aos apoiadores, repetiu os argumentos em defesa da proposta, afirmando que permitiria a conclusão de 4 mil Unidades Básicas de Saúde que hoje estão com as obras paradas, além da compra de equipamentos e contratação de pessoal.

"Não existe privatização do SUS. Fizemos o ano passado no tocante a creches. As UBSs e UPAs são mais de 4 mil que estão inacabadas. E não tem dinheiro. Em vez de deixar deteriorar gostaríamos de oferecer à iniciativa privada. Qualquer atendimento ali feito pela iniciativa privada seria ressarcido pela União", afirmou.