Bolsonaro diz que preço do gás de cozinha vai cair à metade com venda direta: 'Se Deus quiser'

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, caso fosse aprovada a venda direta de gás de cozinha e se os impostos fossem zerados, o preço poderia cair pela metade. Nos últimos meses, Bolsonaro transformou a questão do preço de combustíveis e do gás natural como um dos focos de seus discursos, culpando governadores pelo alto preço.

— O preço do gás onde é engarrafado está na casa dos R$ 50. Não justifica na ponta da linha estar custando R$ 130. Esse preço vai cair à metade, se Deus quiser, pode ter certeza — afirmou Bolsonaro.

O presidente destacou que alguns governadores, como o de Roraima, onde fez seu discurso, já anunciaram a redução da alíquota do ICMS sobre o preço do gás de cozinha. Bolsonaro defendeu ainda um projeto que tramita na Câmara para que, ao invés de um percentual do valor cobrado nos postos, os estados definam um valor fixo para cobrar dos combustíveis.

Durante o discurso, Bolsonaro destacou que no início do ano zerou o PIS/Cofins que incidia sobre o preço dos combustíveis, mas negou que esteja querendo brigar com governadores.

— Zerando o imposto federal, que eu já zerei, zerando o estadual, esses dois estados, Roraima e Amazonas, poderão com trabalho nosso agora, com ajuda do Parlamento, buscar a compra direta do gás de cozinha. A exemplo de uma medida provisória que está na Câmara para a venda direta do etanol, o álcool, que vai baratear o preço do combustível na bomba — afirmou Bolsonaro.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro defende a venda direta de gás de cozinha e afirma que isso poderia reduzir o preço do produto pela metade. Atualmente, o GLP que sai da Petrobras ou de importadores é comprado por distribuidoras, que repassam o produto aos revendedores ou fazem a venda direta às residências.

Numa transmissão nas suas redes sociais em agosto, Bolsonaro sugeriu que o consumidor "pegue o caminhãozinho " e compre gás na refinaria, a fim de diminuir o preço "na ponta da linha". Hoje, isso não é possível, sendo necessário passar pela distribuidora.

A ideia é inspirada na autorização para a venda de etanol direto das usinas para os postos. Seria possível, por exemplo, vender da refinaria direto para o consumidor.

Em nota, a Associação Brasileira das Entidades Representativas das Revendas de Gás LP (Abragás) lamentou "a forma desprezível" que o presidente vem tratando em suas manifestações o segmento revendedor de Gás de cozinha. "O presidente fala, insinuando que, se tirar os impostos estaduais, os consumidores pagariam a metade do preço, isso não é verdadeiro! O gás já custa na Petrobras em média R$48,00 por botijão de 13kg e o ICMS mais R$12,50 em média nacional!". A associação citou outros custos, como transporte e envase nas distribuidoras.

"Se querem reduzir os preços de verdade, é preciso reduzir sim os impostos, criar meios de controlar o dólar, criar um ambiente mais competitivo na distribuição (envase dos botijões) que é o elo mais concentrado da cadeia após o monopólio da Petrobrás!", avalia, em nota.

Já o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) considerou "oportuna a discussão sobre a carga tributária do GLP, especialmente se englobar a revisão do Sistema Tributário Nacional". "A entidade entende que o imposto sobre o energético é incompatível com sua relevância social e julga necessária a adoção de políticas públicas que facilitem o acesso ao produto pelas camadas socialmente mais vulneráveis, visando combater o uso doméstico da lenha, gerador de vários malefícios à saúde."

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