Bolsonaro diz que taxa Selic deve chegar a 4,5% ao ano

Daniel Gullino e Renata Vieira

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta segunda-feira que a taxa básica de juros da economia, a Selic, deve chegar a 4,5%. A taxa vem sendo continuamente reduzida e está em 5%, seu menor patamar histórico.

Nos dias 10 e 11 deste mês, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne para definir a nova taxa. É a última reunião do colegiado em 2019. Na manhã desta segunda, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que, se Selic cair de novo, juro do cheque especial vai recuar mais no banco.

Bolsonaro relacionou a possível queda da Selic ao projeto de autonomia do Banco Central (BC), já enviado pelo Executivo ao Congresso. No entanto, afirmou que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, não está com pressa de aprová-lo, porque já se considera independente neste governo.

O presidente também criticou a ex-presidente Dilma Rousseff, dizendo que, no governo dela, a queda dos juros foi "na canetada".

— Eu não entendo de economia. Aquela que entendia (Dilma) está pagando uma conta altíssima. Também naquela época reduziu a taxa de juros na canetada também, hoje sem canetada está em 5% (Selic). Deve chegar a 4,5%, eu torço né, nós tivemos a coragem de enviar ao Congresso um projeto para tornar independente o Banco Central, para não ter indicação política. O atual presidente da Caixa (BC) Roberto Campos Neto, se ele estava com pressa para ser aprovado esse projeto no congresso e ele respondeu “Não, porque eu me considero independente do seu governo”.No último comunicado do Copom, houve sinalização de que pode haver um novo corte na Selic, "de igual magnitude", ou seja, de mais 0,5 ponto percentual.