Bolsonaro diz que vai conversar com Ciro Nogueira na segunda-feira para 'tomar decisão' sobre convite a ministério

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou na sua live desta quinta-feira que ainda irá conversar com o presidente do PP, Ciro Nogueira, na segunda-feira, para que seja tomada a decisão sobre a ida do senador para a Casa Civil do governo. Bolsonaro afirmou que o entendimento do governo é que o ideal é que seja um senador para a interlocução com o Congresso Nacional.

— Sempre tem muita especulação. Lá atrás, quando tirei três ministros e fizemos a dança das cadeiras dos outros três, vocês (jornalistas) só ficaram sabendo no dia. Esse agora eu discuti e entendemos que uma melhor interlocução com o parlamento seria um senador. E quando as pessoas falam em Centrão, o que a grande mídia quer é afastar os políticos do centro, mais ao centro de mim. São aproximadamente 200 parlamentares (no Centrão). Se eu abrir mão desses 200, sobram 300, e não tem mais quórum para votar uma PEC. Desses 300, metade é da esquerda, que nunca vão votar conosco. E os outros 150 são mais ou menos independentes —disse Bolsonaro, que, então, falou da necessidade de ter Ciro Nogueira no governo.

— Então, a ideia de trazer o Ciro, conversei com ele rapidamente por telefone. Devo, devo não, vou conversar com ele na segunda-feira para depois tomar a decisão. Não vai ser um casamento pela internet. Eu conheço o Ciro. Integrei mais da metade do meu tempo como parlamentar no PP. Mais de vinte anos. Seria a melhor interlocução com o parlamento brasileiro — completou o presidente.

Bolsonaro citou o vídeo de alguns anos atrás, e que viralizou nos últimos dias, no qual Ciro Nogueira aparece o chamando de "fascista".

— Vi o vídeo que ele me chama de fascista. Me chamou lá atrás. Mas as coisas mudam. Tive posições no passado que não assumo mais hoje — afirmou.

Bolsonaro afirmou ainda que até pode vir a disputar a reeleição pelo PP.

— Se eu vier a disputar, se vier a ser candidato, pode ser. Hoje, por exemplo, conversei com o José Maria Eymael, do PSDC. Me disse que irá disputar a presidência de novo.

Na live, o presidente voltou a criticar a aprovação do fundo eleitoral e reafirmou que irá vetá-lo. Classificou sua aprovação como uma "bomba atômica" e diz ser injusto colocar seus aliados como favoráveis aos R$ 5,7 bilhões para campanhas eleitorais. Ele citou seus filhos e outros apoiadores, como as deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP). E voltou a estocar o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que, segundo ele, não permitiu destacar o fundão da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Bolsonaro citou rapidamente a CPI da Covid e disse que os senadores devem estar tristes porque não encontraram provas de corrupção no governo.

Integrantes do governo minizaram a fala de Bolsonaro e dizem que Ciro Nogueira segue apalavrada para assumir a Casa Civil. De todo modo, ainda falta a última conversa. Lembram ainda que Bolsonaro afirmou ter superado desentendimentos passado com o presidente do Progressistas.

Um importante interlocutor de líderes do Centrão, por sua vez, avalia que se o presidente recuar no convite a Ciro Nogueira perderá a confiança do bloco em um momento em que o governo demonstra precisar desses partidos aliados.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos