Bolsonaro é acusado de quebrar luto pela Rainha por politicagem

Jair Bolsonaro viajou ao Reino Unido para participar do funeral da Rainha Elizabeth II (Foto: Jonathan Hordle - WPA Pool/Getty Images)
Jair Bolsonaro viajou ao Reino Unido para participar do funeral da Rainha Elizabeth II (Foto: Jonathan Hordle - WPA Pool/Getty Images)

 

O jornal britânico The Times fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) por usar a viagem para participar do funeral da Rainha Elizabeth II para fazer política. No Reino Unido, o mandatário do Brasil foi a um posto de gasolina para mostrar o preço do combustível no país.

“Bolsonaro quebra luta para ganhar pontos na política”, diz a manchete do jornal. No texto, a publicação The Times detalha que Bolsonaro estava em um posto e filmou a si mesmo mostrando o valor: 1,61 libra, cerca de R$ 9,60.

“Na verdade, nossa gasolina é uma das mais baratas no mundo”, afirma o jornal. A reportagem lembra que o salário mínimo no Reino Unido é expressivamente mais alto no país.

O vídeo de Bolsonaro foi divulgado para fazer campanha eleitoral, sob o argumento de que a gasolina no Brasil está barata, graças aos esforços do presidente. A gravação foi compartilhada por diversos ministros nas redes sociais.

O presidente se irritou ao ser questionado sobre fazer política durante a viagem a Londres. Logo cedo ao deixar a residência oficial do embaixador do Brasil em Londres, o presidente ficou chateado ao ser questionado sobre o possível uso da viagem para fazer campanha política.

"Você acha que eu vim aqui fazer política?", disse Bolsonaro nesta segunda.

Viagem a Londres

Jair Bolsonaro viajou para o funeral da Rainha Elizabeth ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do pastor Silas Malafaia e do padre Paulo Antonio de Araújo. Malafaia afirmou não saber o motivo de fazer parte da comitiva presidencial.

Em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (19), ele disse que, na sua avaliação, “o presidente trouxe um pastor e um padre por essa questão da religião cristã, sobre morte e vida eterna. É o que eu penso”.

Segundo informações do portal Metrópoles, Malafaia disse ainda não ter certeza do motivo da presença dos religiosos em Londres, nem ter curiosidade de perguntar ao presidente e candidato à releição o motivo.

“Qualquer presidente inclui pessoas na sua comitiva, em qualquer lugar do mundo. Ele não vai chamar inimigo para acompanhar viagem, concorda comigo? Quem está no avião são pessoas de relacionamento”, falou.