Bolsonaro é cobrado por presidente do PL, mas admite: "Não tenho o que falar"

Bolsonaro foi cobrado para que volte a se manifestar publicamente (Andressa Anholete/Getty Images)
Bolsonaro foi cobrado para que volte a se manifestar publicamente (Andressa Anholete/Getty Images)
  • Jair Bolsonaro foi cobrado pelo presidente do PL para que volte a se pronunciar publicamente

  • A Valdemar Costa Neto, porém, o chefe do Executivo considerou que "não tem o que falar"

  • Bolsonaro segue recluso desde que perdeu a eleição para Lula no fim do mês passado

O silêncio do presidente Jair Bolsonaro (PL) está incomodando até seus aliados. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, é um deles e revelou ter cobrado o chefe do Executivo para que se pronuncie publicamente.

Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar revelou que encontrou com Bolsonaro na manhã desta terça-feira (29) e pediu que ele faça uma declaração a seu eleitorado, mas o presidente disse que "não tem o que falar".

“O Bolsonaro precisa falar com o povo dele. Todo pessoal que votou nele quer manifestação, ele precisa falar para manter todos unidos”, considerou o líder do PL.

Há expectativa de que Bolsonaro esteja presente em um jantar promovido esta noite, em Brasília, para as bancadas atuais do partido e os parlamentares eleitos.

Caso se confirme, será uma rara aparição pública do presidente da República desde a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição.

Bolsonaro tem se mantido recluso, negado encontro com aliados e compareceu ao Palácio do Planalto em apenas quatro oportunidades ao longo do último mês.

Questionado sobre o tom que espera de um possível discurso do presidente nos próximos dias, Valdemar garantiu que não quer que Bolsonaro incentive as manifestações golpistas pelo país.

Multa de R$ 22 milhões

Ainda na entrevista à CNN Brasil, Valdemar garantiu que vai recorrer contra a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que multou em R$ 22 milhões o PL por litigância de má-fé.

A sanção aconteceu após o partido divulgar um relatório que, supostamente, mostraria que há urnas que deveriam ter sido desconsideradas no último processo eleitoral. “Queremos que expliquem o que aconteceu (nas urnas)”, comentou Valdemar.