Bolsonaro e Haddad vão disputar segundo turno

Montagem: Paulo Lopes/Futura Press – Rogério Marques/Futura Press

Com 99% das urnas apuradas está definido que  Jair Bolsonaro (PSL) com 46,27% e Fernando Haddad  (PT) com 28,94% dos votos válidos irão disputar a presidência da República no segundo turno.

O candidato do PSL manteve a liderança que já exibia nas pesquisas de intenções de voto. Já o petista superou Ciro Gomes (PDT) e irá representar o campo da esquerda na reta final corrida presidencial.

Bolsonaro e Haddad devem protagonizar uma das disputas mais acirradas desde a redemocratização do país. Após 30 anos de atuação discreta na Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro foi ganhando espaço na opinião pública com declarações racistas, homofóbicas e, no melhor dos casos, polêmicas.

Além de tornar seu nome nacionalmente conhecido por suas declarações, o capitão da reserva soube como poucos surfar no tsunami antipetista que tomou conta do país após o processo que levou ao impeachment da ex-presidente, Dilma Roussef.

Bolsonaro também foi alvo de um ataque inédito na história política do Brasil. O candidato foi esfaqueado no último dia 6 de setembro, em Montes Claros (MG) enquanto cumpria agenda de campanha e teve que ficar semanas internado.

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Já Fernando Haddad teve que correr contra o tempo para se consolidar seu nome como presidenciável do PT. O Partido dos Trabalhadores decidiu levar até o limite a estratégia de emplacar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula era até então o líder isolado das pesquisas e dava impressão de vencer já no primeiro turno.

Com o impedimento da candidatura lulista, Fernando Haddad teve muito menos tempo de campanha que os rivais.  O petista também vivia a expectativa de que ver concretizada a transferência de votos do ex-presidente para sua candidatura. A estratégia deu certo o suficiente para garantir Haddad no segundo turno das eleições. “A oportunidade de um 2º turno, é uma oportunidade inestimável que o povo nos deu. Nós queremos unir os democratas do Brasil. Vamos com a força do argumento para defender o Brasil e seu povo”, disse o candidato petista. 

Repercussão

Fora da disputa, Ciro Gomes (PDT) fez um breve pronunciamento em que agradece a confiança dos eleitores e, apesar de não decretar apoio oficial a candidatura de Fernando Haddad, fez questão de descartar qualquer tipo de apoio a Jair Bolsonaro. “Ele não. Ele nunca”,  resumiu.

Quem também se pronunciou sobre o resultado das eleições foi Marina Silva (Rede).  “Independente da posição que tivermos no segundo turno, no final, teremos uma posição de oposição”, disse a candidata.

Com desempenho bem aquém do esperado, Geraldo Alckmin (PSDB) concedeu entrevista em São Paulo. O tucano agradeceu a confiança de seus eleitores e afirmou que irá se reunir na próxima terça-feira com a executiva de seu partido para definir quem vai apoiar no segundo turno. A corrida presidencial termina no próximo dia 28 de outubro.