Bolsonaro é recebido por quatro apoiadores ao voltar para Brasília após votar no RJ

Bolsonaro foi recebido por poucos apoiadores após votar (Andre Coelho/Pool via AP)
Bolsonaro foi recebido por poucos apoiadores após votar (Andre Coelho/Pool via AP)
  • Bolsonaro foi recebido por apenas quatro apoiadores em Brasília

  • Ele voltou à capital depois de votar pela manhã no Rio de Janeiro

  • Bolsonaro acompanhará a apuração da eleição ao lado de aliados

O presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou a Brasília no fim da manhã deste domingo (2), após votar na Vila Militar, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro foi recebido por apenas quatro apoiadores que o aguardavam no "cercadinho" reservado na entrada da residência presidencial.

O candidato à reeleição não parou para falar com os apoiadores, entrando direto na casa.

De acordo com informações do jornal O Globo, Bolsonaro deve permanecer na residência pelo restante do dia, acompanhando a apuração ao lado de aliados.

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Jair Bolsonaro nasceu em Glicério, a cerca de 480 km da capital paulista, com ascendência italiana e alemã. Entrou no Exército e cursou a Academia das Agulhas Negras, visando a formação de oficiais. Chegou a capitão com carreira não exatamente brilhante, de acordo com superiores, e teve problemas disciplinares.

A ruptura ocorreu em 1986, quando escreveu artigo reclamando do salário e, no ano seguinte, foi acusado de planejar atentados em quartéis para pressionar por melhores soldos. A trama nunca se confirmou, mas Bolsonaro caiu em desgraça e pediu para sair, após ser absolvido pela Justiça Militar dois anos depois.

Sua vida parlamentar começou em 1989, como vereador no Rio, e depois, deputado federal, ocupando o cargo por 28 anos. Em 2018, concorreu à Presidência da República, e depois de uma facada que quase o matou, foi eleito.

Bolsonaro propõe a potencialização dos mecanismos de uso de armas de fogo pela população, além de também manter o Auxílio Brasil em R$ 600 em 2023 e proteger os cidadãos com valores tradicionais, como Deus, pátria, família, vida e liberdade.

Na economia, o atual mandatário promete ampliar as privatizações, a exemplo da desestatização da Eletrobras. Também sugere esforços para corrigir a tabela do Imposto de Renda e pretende avançar com nova legislação para facilitar contratações e desburocratização de normas para abrir empresas.