Bolsonaro elogia 'galhardia' de Guedes e diz que troca de comando na Petrobras 'é natural'

Daniel Gullino e Gustavo Maia
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Em meio a críticas de que estaria abandonando a orientação liberal do governo na economia, o presidente Jair Bolsonaro fez um afago público ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira.

Durante evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que Guedes foi "uma das pessoas mais importantes" no ano passado, durante o combate à pandemia da Covid-19. O presidente também disse que as críticas pela troca de comando na Petrobras são "infundadas".

— Vivemos um momento muito difícil no ano passado. E eu aqui pude contar com um grupo inicialmente de 22, depois 23 ministros, para levar avante propostas e meios para bem atendê-los. E uma das pessoas mais importantes nessa luta foi o senhor ministro Paulo Guedes — discursou Bolsonaro, durante o lançamento de um conjunto de ferramentas para auxiliar na gestão de prefeituras.

Ele admitiu que Guedes tem "opositores" por cuidar das finanças do governo, mas disse que ele trata a todos com "galhardia".

— Que, obviamente, por ser o homem que decide as finanças do governo, ele tem amigos e opositores, mas todo mundo, a todos ele tratou com muita galhardia.

Bolsonaro também comentou a alta nas ações da Petrobras ocorrida nesta terça-feira, após uma queda de 20% na segunda-feira, motivada pela indicação do general da reserva Joaquim Silva e Luna para substituir o atual presidente, Roberto Castello Branco.

— E eu queria cumprimentar a todos aqueles que não se deixaram levar pelas falácias da mídia e cumprimentar que a Petrobras já recuperou 10% (de valor de mercado) no dia de hoje. A acusações, como sempre infundadas, duraram poucas horas.

Para Bolsonaro, a troca na estatal é "natural" por ocorre no fim do mandato do presidente.

— É natural, quando você tem um contrato, você tem o prazo para acabar um mandato, que ele seja reconduzido ou outro seja colocado em seu lugar. Saiu um gestor e está entrando um outro excelente gestor, no caso Silva e Luna.

Bolsonaro ainda afirmou que não tem uma "briga" com a Petrobras, mas que quer "transparência" e "previsibilidade":

— Nós não temos uma briga com a Petrobras. Nós queremos, sim, que cada vez mais ela possa nos dar transparência e também previsibilidade. Não precisamos esconder reajuste ou seja lá o que for no que integra o preço final dos combustíveis.