Bolsonaro elogiou secretário menos de 24 horas antes do vídeo polêmico

Na live, feita um dia antes da decisão da exoneração, Bolsonaro elogiou Roberto Alvim. (Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente Jair Bolsonaro enalteceu e elogiou o secretário de Cultura, Roberto Alvim, menos de 24 horas antes de decidir por sua exoneração, anunciada na manhã desta sexta-feira (17). “

Durante a live no Facebook, o presidente disse que “depois de décadas agora temos sim um secretário de Cultura de verdade, que atende aos interesses da maioria da população brasileira. A população conservadora e cristã. Obrigado por ter aceito nossa missão”, afirmou Bolsonaro, com Alvim sentado ao seu lado.

Leia também

Confira a live na qual Bolsonaro elogia o então secretário:

A demissão - ainda não oficializada - ocorre após um vídeo no qual o secretário de Cultura parafraseia um discurso de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda nazista do regime de Adolf Hitler. A polêmica diante da similaridade das frases fez com que o nome de Alvim e de Goebbles ocupasse o trend topic no Twitter, além de manifestações oficiais de repúdio como do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e da própria embaixada da Alemanha no Brasil.

Até agora, o posicionamento oficial do Planalto foi de que não se manifestaria a respeito do vídeo.

Assista ao vídeo que originou a exoneração de Alvim:

"A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada", disse o ministro de cultura e comunicação de Hitler em um pronunciamento para diretores de teatro, segundo o livro "Goebbels: a Biography", de Peter Longerich. 


"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais.

Após a indignação Alvim foi às redes sociais se justificar. Ele classificou as semelhanças de seu discurso com o de Goebbels como uma "coincidência retórica" mas defendeu que "a frase em si é perfeita".