Bolsonaro escolhe Carlos Portinho como líder do governo no Senado

O presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu o senador Carlos Portinho (PL-RJ) como o novo líder do governo no Senado. A indicação foi anunciada pelas redes sociais do ministro da Secretaria de Governo, Célio Faria Junior. O cargo estava vago há seis meses, desde dezembro, após o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), deixar o posto ao sofrer uma derrota expressiva na indicação de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Bezerra se sentiu traído com o pouco apoio que recebeu do Planalto para conseguir a vaga na Corte, que acabou sendo preenchida pelo ex-senador Antonio Anastasia (PSD-MG).

Carlos Portinho estava na liderança do PL no Senado e é um dos interlocutores do dirigente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, na Casa. Ele assumiu como senador em novembro de 2020, após a morte do senador Arolde de Oliveira (PSC-RJ), vítima da Covid-19.

"É com satisfação que recebemos a indicação assinada pelo presidente Jair Bolsonaro do senador Carlos Portinho para líder do governo no Senado Federal", escreveu o ministro no Twitter.

Segundo a equipe de Portinho, a indicação do senador ao cargo já foi oficializada.

"Muito honrado e motivado. Agradeço a confiança do presidente Jair Bolsonaro. Vou trabalhar com afinco para aprovar as pautas prioritárias para o nosso país. Vamos juntos construir o país que nos orgulharemos", escreveu Portinho no Twitter após a nomeação.

Durante o período em que a liderança de governo ficou vaga, ao menos quatro senadores foram cotados para o posto: Marcos Rogério (PL-RO), Eduardo Gomes (PL-TO), Carlos Viana (PL-MG) e Alexandre Silveira (PSD-MG).

Silveira e Viana declinaram o convite. O primeiro chegou a ser indicado duas vezes à liderança, mas o cargo colocaria em xeque os planos de reeleição do senador, já que em Minas divide o palanque com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto.

Já Viana esperou por um mês para que sua indicação fosse oficializada, o que não aconteceu. Havia resistências em torno do nome dele pelo senador ser candidato ao governo de seu estado — mesmo problema enfrentado por Marcos Rogério.

Já Eduardo Gomes já assume a função de líder do governo no Congresso.

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