Bolsonaro espera que alta de combustível termine em 'poucos dias'

Daniel Gullino

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou que espera que a alta no petróleo, causada pelo assassinato general iraniano Qassem Suleimani em um bombardeio americano, seja revertido em poucos dias. Bolsonaro citou um episódio de setembro, quando o preço do combustível subiu após um ataque a drones em uma central petrolífera na Arábia Saudita, mas recuou dias depois.

Bolsonaro se reuniu na manhã desta sexta com o ministro da Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, no Palácio do Planalto. Ele também relatou ter conversado com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

— Conversei (com Augusto Heleno), aprofundamos a conversa e temos uma estratégia, como proceder com o desenrolar dos fatos. O que me preocupa é a possível alta do petróleo, que está em torno de 5% no momento. Conversei com o presidente da Petrobras também. A exemplo do que aconteceu na Arábia Saudita, o ataque de drones, com poucos dias voltou a normalidade, a gente espera que aconteça agora também — disse Bolsonaro, após visitar a primeira-dama Michelle Bolsonaro em um hospital.

Bolsonaro disse que ainda está ouvindo os ministros da Economia (Paulo Guedes) e de Minas e Energia (Bento Albuquerque). De acordo com ele, a orientação do governo é de não interferir no preço dos combustíveis, mas de buscar outras soluções para impedir o aumento. O presidente sugeriu a governadores abaixarem o ICMS que incide sobre combustíveis.

— Converso com o almirante Bento, converso com o presidente da Petrobras, o Paulo Guedes e nós temos uma linha de não interferir. Acompanhar e buscar soluções. A gente apela para governadores. Vamos supor que aumente 20% o preço do petróleo, vamos supor. Vai aumento 20% o preço do ICMS. Não dá para os governadores cederem um pouco nisso também? Todo mundo perde. Quando você mexe em combustível, toda a nossa economia é afetada nessa questão.

Bolsonaro evitou comentar a ação militar americana que matou Suleimani:

— Eu não tenho o poderio bélico que o americano tem para opinar nesse momento. Se tivesse, opinaria.