Bolsonaro evita ser taxativo sobre possibilidade de novo imposto sobre transações financeiras

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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro evitou nesta quarta-feira ser taxativo ao responder sobre a possibilidade de um novo imposto sobre transações financeiras no âmbito da reforma tributária, que começa a tramitar no Congresso.

Ao ser questionado sobre o novo tributo, proposto pelo secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, Bolsonaro respondeu: "não dá para você ter aquele imposto, que já tivemos experiência negativa, porque impacta toda a cadeia produtiva."

Perguntado se o novo tributo estava descartado --como havia dito sobre a CPMF dias atrás--, Bolsonaro foi evasivo.

"Não sei, vamos ver aqui, já falei que não entendo de economia... to me esforçando para entender", disse.

Quando um dos jornalistas disse que Cintra continuava falando do imposto, que chama de Contribuição Previdenciária, o presidente afirmou: "Ele tem liberdade para falar. O que eu tenho falado para ele, aliás, para todo mundo é toma cuidado com o que fala porque a língua portuguesa dá interpretações terríveis."

O secretário voltou a defender o tributo nesta semana em apresentação na Associação Comercial de São Paulo. A cobrança do imposto sobre pagamentos financiaria a desoneração da folha de pagamentos das empresas, o que para o governo seria um estímulo a contratações, ajudando a impulsionar a economia. [nL2N2580NW]




(Por Alexandre Caverni, em São Paulo)